Venezuela nega ter dificultado visita de senadores brasileiros a Caracas
Internacional|Do R7
Caracas, 19 jun (EFE).- O governo da Venezuela negou nesta sexta-feira ter dificultado a visita da comitiva de senadores brasileiros ao país e acusou "grupos de direita nacional e internacional" de tentarem uma "manobra midiática a partir de mentiras". Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores venezuelano atribuiu as horas de bloqueio da estrada que liga o aeroporto de Maiquetía a Caracas a um "caminhão tombado carregado com substâncias inflamáveis". Além disso, o governo venezuelano negou que "a segurança e a integridade física" dos senadores tenha sido comprometida e garantiu que existe "material audiovisual e fotográfico" como prova. "O governo nacional alocou um dispositivo e cápsula especial de segurança formado por mais de 30 soldados motorizados, patrulhas e forças de segurança que acompanharam este grupo o tempo inteiro, assim como se coordenou com a embaixada da República Federativa do Brasil", informou o comunicado. Além disso, negou que o governo venezuelano tenha negado a permissão para o avião que transportou a comitiva do Brasil até o aeroporto internacional de Maiquetía, a cerca de 20 quilômetros de Caracas, "quando nem sequer havia sido apresentada uma solicitação formal". A nota considerou que a viagem dos senadores brasileiros teve como "único propósito" o de "desestabilizar a democracia venezuelana e gerar confusão e conflito entre países irmãos". A Venezuela enfatizou os "laços de amizade e cooperação" com o Brasil "baseados no respeito mútuo, na não ingerência em assuntos internos dos Estados e na autodeterminação dos povos", assim como em seu "compromisso inalterável de mantê-los acima de qualquer manobra divisionista". O grupo de senadores brasileiros, liderado por Aécio Neves (PSDB-MG), esteve ontem na Venezuela com a intenção de visitar opositores presos, como Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular, e o prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, em prisão domiciliar por motivos de saúde. Na terça-feira passada o Ministério da Defesa do Brasil informou que enviou na sexta-feira anterior a devida solicitação de sobrevoo da Venezuela por parte do avião que levaria os senadores ao país e que até então não tinham recebido resposta. Ao chegarem à Venezuela, os senadores só puderam percorrer uma pequena distância porque a estrada que liga o aeroporto a Caracas estava bloqueada e, segundo disseram os parlamentares, os vidros do ônibus em que estavam foram golpeados por simpatizantes do governo. O comunicado do Ministério de Relações Exteriores venezuelano afirma que "existe material audiovisual e fotográfico que mostra a interação dos senadores com ativistas políticos que se encontravam em atos da próxima corrida eleitoral que será realizada neste ano na Venezuela", em referência às próximas eleições legislativas. EFE jg-aa/vnm













