Venezuela: oposição explica auditoria de votos e cita pesquisa desfavorável a Maduro
Internacional|Do R7
A oposição venezuelana anunciou neste sábado que uma equipe de 20 pessoas irá fiscalizar a auditoria dos votos que deram a vitória, no domingo passado, a Nicolás Maduro - que os opositores consideram um presidente ilegítimo -, e divulgou uma pesquisa segundo a qual conta com o respaldo de 58,2% da população.
"Isso não é um favor. É o exercício do direito de cada venezuelano, de que a vontade que expressa por meio de seu voto esteja ali", disse o líder opositor, Henrique Capriles, referindo-se à decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de revisar o conteúdo dos votos.
Na última quinta-feira, véspera da posse de Maduro, o CNE concordou em verificar uma amostra de 46% das urnas - os 54% restantes foram verificados por lei no dia da eleição -, depois que Capriles se recusou a reconhecer o resultado das eleições.
A decisão foi comemorada por Capriles, embora não tenha significado a recontagem total "voto a voto" que exigia.
"Aceitei porque considero que, nessas 12 mil caixas que serão auditadas, existam elementos suficientes para mostrar que os resultados não correspondem à verdade", explicou o candidato, que perdeu por uma diferença de 1,8%.
O coordenador do comando da campanha da coalizão opositora, Carlos Ocariz, anunciou, em entrevista coletiva, que a auditoria terá início na próxima semana, após a definição, na segunda-feira, "do protocolo a ser seguido".
Ramón José Medina, membro da coalizão opositora, irá coordenar a equipe de auditoria, formada por representantes de cada estado.
"A verdade acabará aparecendo", afirmou Capriles, que denunciou 3.200 "incidências" no processo eleitoral, citando, por exemplo, o chamado "voto assistido" e a falta de testemunhas nas mesas eleitorais.
Ocariz apresentou uma pesquisa da Datanálisis, segundo a qual 58,2% dos entrevistados concordam com uma auditoria do processo de votação, e 70% consideram que Capriles tem direito à recontagem dos votos, enquanto 60% estimam que os primeiros dias de governo de Maduro foram "muito ruins ou regulares".
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