Venezuelanos vão votar na Espanha com participação semelhante à de outubro
Internacional|Do R7
Madri, 14 abr (EFE).- Os venezuelanos residentes na Espanha começaram a votar neste domingo nas eleições presidenciais que o país realiza, com uma participação que se espera ser semelhante a do pleito do outubro passado, nos quais foi reeleito como máximo líder Hugo Chávez, morto no dia 5 de março. O embaixador da Venezuela na Espanha, Bernardo Álvarez, afirmou que "as informações que temos tanto aqui em Madri como dos consulados em Tenerife, Vigo, Bilbao e Barcelona são de que tudo transcorre com normalidade total". Em declaração à imprensa na sede da Secretaria Geral Ibero-Americana (Segib), onde foi instalado o colégio eleitoral de Madri, o embaixador disse que a "Venezuela é um país que se politizou muito, e isso leva a uma altíssima participação, apesar de a votação não ser obrigatória". Acrescentou que "tudo indica que a participação será perto da de outubro, talvez estará entre 70% ou 80%, embora devemos esperar um pouco para ter esse dado". No interior da sala de votação, e nas portas e limites da Segib, no centro de Madri, centenas de venezuelanos faziam fila ou conversavam após votar, nos jardins próximos, muitos deles com bonés e bandeiras com as cores nacionais. A consulesa geral da Venezuela em Madri, Ginette González, também disse aos jornalistas que as votações na capital transcorrem com normalidade e assegurou que por volta das 11h locais (6h de Brasília) cerca de 25% dos venezuelanos habilitados para votar havia comparecido às urnas. A Espanha é o segundo país em número de imigrantes eleitores venezuelanos - atrás apenas dos Estados Unidos - com um total de 20.306 cidadãos com direito ao voto, o que representa 0,10% do eleitorado venezuelano. A seções eleitorais estão localizadas em cinco cidades espanholas: Madri, com 7.562 eleitores, Barcelona, com 5.869, Tenerife ( Ilhas Canárias), com 3.900, Bilbao (País Basco), com 1.015, e Vigo (Galícia), com 1.960 eleitores. Em resposta a algumas críticas de venezuelanos que dizem não ter podido votar por não estar inscritos, a diplomata lembrou que "estas eleições estão acontecendo com o mesmo eleitorado da anterior, quando foram incorporados mais de um milhão e meio de venezuelanos". "Era impossível reabrir o processo apenas alguns meses depois" das eleições de 7 de outubro, ressaltou. De Santa Cruz de Tenerife, o cônsul da Venezuela nas Canárias, David Nieves, lamentou a baixa participação que às 10h30 horas de hoje (6h de Brasília) havia nas ilhas. Em declarações à Efe, Nieves expressou sua preocupação pela baixa participação a respeito da anterior eleição presidencial de outubro, embora se mostrou convencido que aumentará a afluência de eleitores nas próximas horas. Nas Canárias estão habilitados para votar 3.900 venezuelanos, para os que se dispôs o Auditório de Tenerife, das 6h até as 18h, embora o colégio eleitoral continue aberto enquanto houver eleitores. A jornada eleitoral começou às 6 da manhã hora local (1h de Brasília) e se estenderá até as 18h (13h de Brasília), mas se nesse momento ainda houver eleitores querendo votar, o horário será estendido. Em declarações à Efe, Antonio López, chefe da campanha de Capriles em Madri, opinou, por sua vez, que a jornada está sendo "um sucesso" e que esperam níveis de participação semelhantes aos de outubro. Destacou, além disso, que nos últimos dias, "a distância foi se reduzindo" entre os dois candidatos, segundo indicam as pesquisas, por isso não descartou "uma surpresa" nos resultados e atribuiu isso ao fato de que "as pessoas foram comparando os programas" de Capriles e Maduro. EFE vh/tr (vídeo) (foto)












