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Veterano relembra Dia D antes de reunião de líderes na Normandia

O ataque de quase 7 mil navios e lanchas em um trecho de 80 quilômetros do litoral da Normandia continua sendo a maior invasão anfíbia da história

Internacional|Do R7

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Richard Llewellyn tinha 18 anos do dia do ataque
Richard Llewellyn tinha 18 anos do dia do ataque

Há 75 anos, um jovem marinheiro britânico estava na ponte de comando de um navio de guerra com os canos das armas apontados para o litoral da França e observava a devastação se abater sobre um país que queria libertar.

Hoje com 93 anos, Richard Llewellyn é parte de um grupo cada vez menor de veteranos da invasão dos Aliados na Normandia no Dia D, uma operação que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial e assinalou o começo do fim do conflito.


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Normalmente, a invasão da França é contada como a história de jovens corajosos que avançaram pelas praias e lutaram para abrir caminho rumo à terra. Mas outra batalha ocorreu no mar entre os navios dos Aliados e as enormes armas alemãs posicionadas na costa naquele dia.

Llewellyn descreve as explosões atordoantes ao longo da praia enquanto cada embarcação dos Aliados disparava. O poder de fogo imenso lançou projéteis contra as colinas, desfigurando terra, rochas e paisagens inteiras.


Ao mesmo tempo, as armas das baterias alemãs disparavam em resposta. Os homens nos botes ouviam o assobio dos projéteis acima de suas cabeças. Os motores dos bombardeiros no céu aumentavam o choque dos ruídos. Cadáveres boiavam no mar.

Llewellyn compara a cena a assistir a uma queima de fogos de artifício espetacular. Os canhões dos navios de guerra cuspiam bolas de chamas laranjas enormes e fumaça cor de mostarda. Alguns dos navios de batalha disparavam projéteis de 16 polegadas, quase tão pesados quanto um carro e tão grandes que era possível vê-los cruzando os ares.


"O barulho era inacreditável. Uma das coisas de que me lembro depois, mais do que qualquer outra, é o barulho", contou Llewellyn, que tinha 18 anos à época e era guarda-marinha do HMS Ajax, um cruzador leve da Marinha britânica.

"Se você vai ao cinema e ouve muito barulho e disparos e tal, não chega a absorver. Mas se você realmente está lá, todo o ar vibra o tempo inteiro", afirmou.


O ataque de quase 7 mil navios e lanchas de desembarque ao longo de um trecho de 80 quilômetros do litoral da Normandia continua sendo a maior invasão anfíbia da história.

Nas décadas seguintes, a invasão se tornou um marco para os líderes do Reino Unido, dos Estados Unidos, da França e de outros países ocidentais que se reunirão na Normandia no mês que vem para relembrar o feito heróico.

O evento, no entanto, coincidirá com um momento em que os relacionamentos transatlânticos estão fragilizados.

Diferenças a respeito dos gastos militares da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), desentendimentos sobre como lidar com a gigante chinesa de telecomunicações Huawei e a decisão britânica de sair da União Europeia elevaram as tensões na aliança de décadas.

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