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Viagem de presidente do Sudão à Assembleia Geral da ONU provoca protestos

Internacional|Do R7

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Nações Unidas, 23 set (EFE).- Várias organizações de direitos humanos anunciaram nesta segunda-feira um protesto para amanhã em frente à sede da ONU em rejeição à possível visita a Nova York do presidente do Sudão, Omar Hassan ao Bashir, para a Assembleia Geral. A Associação do Povo Darfur em Nova York lembrou que Bashir, acusado de genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade, é procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), e com o protesto buscam pressionar para que os Estados Unidos neguem o visto. A concentração contra o presidente sudanês vai acontecer a partir das 14h (local, 15h de Brasília) na rua 47 de Nova York, a poucos passos da sede das Nações Unidas,no centro de Manhattan. "Convocamos este protesto para nos colocar ao lado das vítimas do genocídio em Darfur e para exigir justiça", acrescentou a organização de direitos humanos. A Federação Internacional de Direitos Humanos (FIDH) se uniu ao coro que exige que os Estados Unidos prendam o presidente sudanês caso ele realmente viaje a Nova York. "Sua ida a Assembleia Geral seria a última ofensa aos milhões de vítimas que têm a justiça negada. Ele precisa ir é à Corte Internacional de Justiça", disse o presidente da FIDH, Karim Lahidji. Perguntado pela intenção do presidente sudanês de assistir aos debates da Assembleia Geral, o porta-voz das Nações Unidas, Martin Nesirky, disse que não ia a emitir juízos sobre cenários hipotéticos. Segundo o Acordo Relativo à sede das Nações Unidas, de 31 de outubro de 1947, os Estados Unidos são obrigados a permitir à entrada no país dos estados-membros na Assembleia Geral do organismo. O Tribunal Penal Internacional, que emitiu duas ordens internacionais de prisão contra Bashir, o acusa de cometer em Darfur cinco tipos de crimes contra a humanidade (assassinato, extermínio, mudança forçosa, tortura e estupro) e outros dois de crimes de guerra. O presidente sudanês é acusado de atacar intencionalmente a população civil e civis que não participaram das hostilidades e saques, e do genocídio cometido contra os grupos étnicos fur, masalit e zaghawa. O conflito de Darfur começou quando grupos rebeldes pegaram em armas em fevereiro de 2003 contra o regime de Bashir, que chegou ao poder em um golpe de estado em 1989, em protesto pela pobreza e marginalização que sofre a região. A guerra civil já causou 300 mil mortes, segundo dados da ONU, e 2,7 milhões de refugiados. EFE elr/cd

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