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Vice da Venezuela afirma que câncer de Chávez foi um ataque dos inimigos

Nicolás Maduro ressaltou que estado de saúde do presidente “é complicada” e anunciou a expulsão de um diplomata norte-americano

Internacional|Do R7

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"A revolução será defendida": Maduro se dirigiu à nação ao lado dos líderes políticos e militares do país
"A revolução será defendida": Maduro se dirigiu à nação ao lado dos líderes políticos e militares do país

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira (5) que os "inimigos históricos" da Venezuela podem estar por trás do câncer sofrido pelo presidente Hugo Chávez, descoberto há quase dois anos.

— Nós não temos nenhuma dúvida, (...) os inimigos históricos desta pátria buscaram o ponto para prejudicar a saúde de nosso comandante.

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Maduro se dirigiu à nação após a piora da saúde de Chávez, anunciada na noite de ontem, o que levou a uma reunião de emergência do alto comando militar e político do país na manhã de hoje.

Escolhido por Chávez como seu herdeiro político, o vice venezuelano citou o exemplo do ex-líder palestino Yasser Arafat, morto em 2004 e cujo corpo foi exumado em novembro passado para uma investigação de suspeita de envenenamento.

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O vice-presidente prometeu investigar o câncer do presidente, descoberto em junho de 2011 e sobre o qual o governo nunca revelou todos os detalhes, nem sua gravidade.

— Chegará o momento indicado da História em que se poderá formar uma comissão científica que revelará que o comandante Chávez foi atacado com esta doença

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Maduro não apresentou informações novas sobre o estado de saúde de Chávez, ressaltando apenas o informe da noite de segunda-feira, de que “há uma situação de complicação”.

— Essas são as horas mais difíceis. (...) A equipe médica está concentrada, e nós todos estamos orando.

Diplomata expulso

Após a acusação, Maduro anunciou a expulsão de um diplomata norte-americano da Venezuela, acusando Washington de tentar desestabilizar o país.

— Um funcionário da Embaixada dos Estados Unidos agiu contra a estabilidade militar e política da Venezuela, buscando militares ativos. Em primeiro, para verificar a situação das forças armadas. Em segundo, para propor ações desestabilizadoras.

Ao lado de distintas figuras do chavismo, como o ministro da Informação, Ernesto Villegas, além do governador e irmão do presidente, Adám Chávez, Maduro voltou a acusar parte do empresariado do país por sabotagem no setor elétrico e por estocar alimentos básicos, responsável pela subida dos preços e, consequentemente, pela inflação no país.

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O vice-presidente também lançou acusações contra seus opositores, incluindo meios de comunicação nacionais e internacionais, que se aproveitariam da saúde de Chávez para criticar o governo ou os familiares do presidente.

Segundo Maduro, a reunião foi convocada para unificar a informação sobre a situação política do país, e “tomar as ações frente aos setores não-patriotas”.

Ao lado dos chefes militares do país, o vice venezuelano alertou que a "revolução bolivariana" está protegida e que "o povo está de prontidão" para sair às ruas e defender o chamado movimento bolivariano.

Prontuário

Chávez, de 58 anos e desde 1999 no poder, foi internado em Havana em 11 de dezembro de 2012, quando se submeteu à quarta cirurgia para a retirada de um tumor na pélvis, diagnosticado em junho de 2011. O mandatário voltou à Venezuela em 18 de fevereiro passado, sendo internado no hospital militar de Caracas.

Reeleito nas eleições de outubro, o mandatário sofreu complicações no pós-operatório e não pode viajar à Venezuela para tomar posse para um novo mandato, em cerimônia marcada para 10 de janeiro, o que aumentou os boatos sobre seu estado de saúde, como a montagem que mostrava Chávez morto, deitado em um caixão, ou então a publicação pelo El País, o jornal mais importante da Espanha, da foto de um homem muito semelhante a Chávez e que estava entubado.

As únicas imagens divulgadas de Chávez desde sua última operação foram quatro fotos publicadas pelo governo, enquanto ainda estava em Havana, que o mostraram deitado em uma cama de hospital, ao lado de suas duas filhas.

Caso o líder venezuelano renuncie ou venha a falecer, uma eleição seria realizada dentro de 30 dias e, provavelmente, colocaria Maduro contra o líder da oposição Henrique Capriles, que perdeu para Chávez na eleição presidencial em outubro.

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