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Violência no Egito deixou 173 pessoas mortas nas últimas horas

Segundo Ministério da Saúde, mortes foram registrados entre sexta-feira e a manhã de sábado

Internacional|Do R7

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Novos confrontos foram registrados hoje perto de uma mesquita no Cairo
Novos confrontos foram registrados hoje perto de uma mesquita no Cairo

O governo do Egito anunciou neste sábado (17) que pelo menos 173 pessoas morreram e outras 1.330 ficaram feridas em confrontos ocorridos nas últimas horas em todo o país, principalmente por causa da chamada 'sexta-feira da raiva'.

O porta-voz do Conselho de Ministros, Sherif Shauqi, explicou em entrevista coletiva com o representante do departamento de Saúde, Mohammed Barakat, que o registro dessas vítimas foi feito entre sexta-feira (16) e as 10h locais de hoje (5h de Brasília).


Ontem, o Egito ficou marcado mais uma vez pelos confrontos entre as forças de segurança do governo interino e os seguidores do presidente deposto Mohamed Mursi, destituído por um golpe militar em 3 de julho.

Os manifestantes, convocados pelo grupo islamita Irmandade Muçulmana para a 'sexta-feira da raiva', pedem o retorno de Mursi ao poder.


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Dentre as 173 pessoas mortas, 95 morreram no Cairo e 25 em Alexandria, segunda maior cidade do país.

Segundo as autoridades egípcias, desde a remoção nas acampamentos islamitas, na última quarta-feira (14), mais de 800 pessoas morreram, embora, segundo a Irmandade Muçulmana, esse número ultrapasse mil, sendo 200 nas últimas 24 horas. A maioria das vítimas são os manifestantes islamitas.

Shauqi acrescentou que, durante os distúrbios de sexta-feira, 27 delegacias, 12 igrejas, seis prefeituras e cinco sedes de governos provinciais foram totalmente destruídos ou parcialmente incendiados.

Também houve ataques a tribunais e tentativas de invasão de presídios.

"Todo o mundo foi testemunha ontem dos horrores cometidos por criminosos, que poderiam ter sido piores se não fosse pela intervenção das forças armadas para proteger instituições e propriedades", disse o porta-voz.

A mais recente crise no Egito se iniciou em 3 de julho, quando o islamita Mursi foi destituído por um golpe militar, somente um ano após ser eleito. Desde então, vários protestos foram organizados pelos islamitas para exigir a volta do presidente, que segue detido pelo Exército.

Na quarta-feira (14), forças de segurança agiram com violência quando desmantelavam dois acampamentos tomados pelos apoiadores de Mursi. Centenas de islamitas morreram. O confronto na capital atiçou os ânimos em outras partes do país e espalhou os embates.

Após confrontos menos intensos na quinta-feira (15), a Irmandade Muçulmana convocou seus seguidroes para a "sexta-feira da raiva", para continuar exegindo a volta de Mursi e protestar contra a violência. Com manifestantes e o Exército nas ruas, o dia foi marcado por mais um banho de sangue.

Nos últimos dias, o governo interino começou a tratar os manifestantes como "terroristas", atitude que pode aumentar a repressão militar e agravar a violência e a crise política no mais populoso país árabe.

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