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Violentos bombardeios voltam a atingir capital da Síria

Internacional|Do R7

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A província de Damasco foi palco, nesta quarta-feira, dos mais violentos bombardeios e combates dos últimos meses, indicou uma ONG síria, com uma fonte de segurança na capital afirmando que o Exército havia lançado uma "ofensiva total" contra os rebeldes da região.

"A província foi violentamente bombardeada, algo que não ocorria há meses. Há intensos combates também", contou à AFP Rami Abdel Rahman, presidente do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).


"O Exército lançou uma ofensiva total e coordenada por toda a periferia de Damasco", afirmou à AFP uma fonte de segurança que está na cidade.

"Todas as saídas de Damasco estão fechadas", acrescentou. Segundo a mesma fonte, as forças armadas haviam sido informadas na noite de terça-feira que os rebeldes preparavam uma ofensiva na região da capital, suspeita que levou aos ataques.


Habitantes da cidade relataram ter ouvido "bombardeios de intensidade incomum" ao longo de todo o dia.

Paralelamente à onda de violência na província, "violentos combates" entre rebeldes e soldados ocorreram nos bairros da periferia de Damasco, como Qadam (sul), Jobar e Qaboune (leste).


Os bairros da periferia de Damasco são áreas de grande presença rebelde.

Em comunicado oficial, o Conselho Nacional Sírio (CNS, principal componente da oposição) afirma que o regime cairá pelas armas, e não pela negociação, como propõe o chefe da coalizão Ahmed Moaz al-Khatib.


"Os revolucionários e os heróis do Exército Sírio Livre (ESL) estão atacando locais estratégicos da nossa eterna capital (...) e de outras regiões. Eles estão conquistando vitórias importantes para o caminho da revolução síria", indica o comunicado.

"Estes avanços no território confirmam que a revolução sempre é o caminho mais curto para obter a vitória total e conseguir a queda do regime assassino (...) Nós pedimos a todos os sírios que se unam ao ESL, que evitem debates políticos e que façam o possível para apoiar os combates pela liberação de Damasco", acrescentou o CNS.

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