Vítimas de massacre na Califórnia ligaram para parentes após o tiroteio
Funcionários realizavam uma comemoração de final de ano no momento do ataque
Internacional|Da Ansa

Em novos detalhes sobre o ataque armado em San Bernardino, nas proximidades de Los Angeles, na última quarta-feira (2), a imprensa local relatou que muitas vítimas dos disparos conseguiram ligar para seus parentes dizendo que haviam sido feridos.
Julie Paez conseguiu mandar mensagens de textos para seu filho, Nick, e outros familiares após ter sido ferida com dois tiros na pélvis. Ele disse que a família não sabia se ela estava viva ou morta após receber a mensagem e uma foto que mostrava apenas seu rosto. Ela está na Unidade de Tratamento Intensivo após ter sido operada.
Denise Peraza ligou para a irmã para falar do tiroteio e dizer que a amava. Ela foi hospitalizada e deve se recuperar.
Kevin Ortiz, que foi vítimas de três disparos, mas passa bem, ligou para o pai e a esposa dizendo que os amava e sentia dor, mas que eles não precisavam se preocupar.
O alvo dos disparos foi um centro de serviços sociais, o Inland Regional Center. O local oferece programas destinados a deficientes e atende mais de 30 mil pessoas. No momento do ataque, seus funcionários realizavam uma comemoração de final de ano.
Carnificina
O primeiro policial a chegar ao local do crime, que deixou 14 mortos e ao menos 21 feridos, Mike Madden, descreveu a cena como "uma carnificina infernal" e disse que as vítimas estavam em "pânico puro".
Segundo ele, era possível sentir o cheiro de pólvora no ar, o alarme de segurança estava apitando e o sistema de incêndio jorrava água.
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Syed Rizwan Farook, de 28 anos, e sua esposa Tashfeen Malik, de 27, foram identificados como os responsáveis pelo ataque. Eles foram mortos pelas forças de segurança locais após perseguição. Muçulmano, Farook trabalhava no Inland e forças de segurança investigam se o crime teve motivação jihadista.
Fontes do FBI acreditam que eles estariam planejando novos ataques após encontrar bombas caseiras e uma enorme quantia de munição em sua residência.
Homenagens
Vigílias foram realizadas em diversas partes da Califórnia, entre elas em uma mesquita nas proximidades do local, em Chino, onde cerca de 200 pessoas se reuniram para homenagear e rezar pelas vítimas. Líderes religiosos muçulmanos condenaram o ataque e pediram cautela, já que ainda não se sabe se existe uma relação entre a religião dos agressores e sua motivação para o ataque.
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