Vítimas de terremoto fazem protesto e interrompem tráfego no Chile
Internacional|Do R7
Santiago do Chile, 4 abr (EFE).- Dezenas de pessoas se manifestaram nesta sexta-feira na cidade de Iquique, a 1,8 mil quilômetros de Santiago, em protesto pela falta de ajuda após o terremoto da última terça-feira, que deixou seis mortos, vários feridos e graves danos materiais no extremo norte do Chile. Os manifestantes incendiaram algumas barricadas em uma avenida da cidade e interromperam o trânsito em outras ruas da capital da região de Tarapcá, uma das mais atingidas pelo tremor, que também causou grandes estragos nas regiões de Antofagasta, Arica e Parinacota. O protesto, segundo o site "Emol", começou às 19h (mesma hora de Brasília) quando um grupo de desabrigados reivindicava cobertores, roupas e outros elementos às autoridades para poder enfrentar as consequências da catástrofe. A presidente chilena, Michelle Bachelet, deu instruções hoje aos ministros do Interior, Rodrigo Peñailillo, e da Defesa, Jaime Birgos, para que viajem a Iquique e acelerem a segunda fase do plano de ajuda, que se concentra nas localidades mais afastadas do litoral. Logo depois do terremoto de terça-feira, Bachelet assinou um decreto que declarava as regiões afetadas pelo tremor como zona de catástrofe e colocava a manutenção da segurança e a ordem pública sob o controle militar, com objeto de evitar saques e desordem. Após cancelar todas as atividades previstas para a quarta-feira, Bachelet viajou acompanhada de vários ministros para as cidades de Iquique, Arica e Alto Hospicio para ver de perto as dimensões da catástrofe e coordenar o plano de resgate. O Ministério da Saúde decretou estado de alerta em Iquique na quinta-feira por cortes no fornecimento de água potável após o terremoto. Nos últimos dias, a população do extremo norte esteve submetida a vários problemas, desde a tensão pelas constantes e fortes réplicas, até a escassez de água. Além disso, houve aumentos abusivos nos preços dos produtos básicos, o que, junto com a perda da moradia e de trabalho, gerou um grande mal-estar entre os cidadãos. Outro tremor, de magnitude 5,8 na escala Richter, foi registrado hoje no país perto das 23h30 locais (mesma hora de Brasília), mas desta vez na região central do país. Segundo o Instituto Sismológico da Universidade do Chile o abalo sísmico, que teve duração superior a um minuto, sacudiu a capital, a região de Valparaíso e a de O'Higgins, a cerca de 100 quilômetros ao sul de Santiago. Seu epicentro foi localizado a 36 quilômetros ao oeste da cidade de Quillota, na região de Valparaíso. EFE mf/rpr











