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Washington vai reviver os 50 anos do "sonho" de Martin Luther King

Internacional|Do R7

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Washington, 23 ago (EFE).- A capital dos Estados Unidos se prepara para comemorar este sábado com uma nova marcha o 50º aniversário da histórica manifestação que em 1963 mobilizou 250 mil pessoas e, liderada por Martin Luther King, defendeu os direitos civis e o fim da discriminação racial. Em 28 de agosto de 1963, o reverendo afro-americano Martin Luther King liderou a "Marcha por Trabalho e Liberdade", que canalizou o mal-estar latente com as injustiças sociais, especialmente em relação aos negros, e contribuiu para mudar a dinâmica do país nos anos seguintes. "I have a dream" (Eu tenho um sonho), disse Luther King para as milhares de pessoas concentradas na praça Lincoln. E essa frase nunca mais foi esquecida. O movimento pacífico liderado por Luther King conseguiu a aprovação da Lei dos Direitos Civis (1964) e a Lei do Direito ao Voto (1965), normatizações que proibiam a discriminação por raça, gênero, religião e nacionalidade, marcos na luta pelos direitos das minorias nos EUA. Cinquenta anos depois, os EUA estão no segundo mandato do primeiro presidente negro de sua história, Barack Obama, que vai aproveitar a data para imitar - também em frente ao monumento em homenagem ao ex-presidente Abraham Lincoln - o reverendo Luther King, o qual disse várias vezes ter sido uma fonte de inspiração. No entanto, a participação de Obama nos atos comemorativos do 50º aniversário deve acontecer na data exata, na próxima quarta-feira, dia 28, quando o presidente vai fazer um discurso junto com os ex-presidentes Bill Clinton e Jimmy Carter. A marcha deste sábado, realizada no fim de semana para permitir que venha mais gente de todas as partes do país, é organizada por várias associações, e à frente dela estão o reverendo afro-americano Al Sharpton e o filho mais velho de Luther King, Martin Luther King III. "A marcha de 50 anos atrás enfatizou trabalho, liberdade e justiça. Estes objetivos são igualmente válidos para a deste ano", disse o presidente da Conferência para a Liderança dos Direitos Civis e Humanos, Wade Henderson. "Nós, os organizadores da marcha reivindicamos a necessidade de proteger o direito ao voto, promover uma reforma migratória integral e defender os direitos das minorias, assim como da comunidade LGBT, dentre outras muitas coisas. Só juntos poderemos alcançar nossos objetivos", reforçou Henderson. EFE ma/cd/ma

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