Xiitas libaneses sequestrados na Síria voltam para Beirute
Internacional|Do R7
Beirute, 19 out (EFE).- Os nove libaneses reféns durante 17 meses na Síria chegaram neste sábado a Beirute vindos da Turquia, que também recebeu a libertação de dois de seus pilotos sequestrados em agosto em Beirute como represália. Um avião do Catar trouxe os libaneses da Turquia, para onde tinham sido transferidos após serem libertados pelos sequestradores no norte da Síria. Ao mesmo tempo em que o avião saía da Turquia com os reféns libaneses, acompanhados do chefe da Segurança Nacional, Abbas Ibrahim, e do ministro das Relações Exteriores catariano, Khalid bin Mohammed al Attiyah, outra aeronave catariana saiu de Beirute rumo à Turquia com os dois pilotos turcos. Após a chegada dos reféns, Ibrahim declarou que sua libertação "é uma vitória para o Líbano". "Agradecemos ao Catar, a Turquia e ao presidente (sírio Bashar) Al- Assad. Temos ainda muito trabalho a fazer, ainda há o assunto dos dois bispos sequestrados. Mas podemos dizer que uma parte (do trabalho) foi realizada", assinalou. Desde cedo as famílias dos sequestrados esperavam no aeroporto internacional Rafik Hariri de Beirute a chegada e com eles se uniram, entre outros, os ministros do Interior, Relações Exteriores e Saúde, Marwan Charbel, Adnan Mansur e Ali Hassan Khalil. No sul de Beirute, centenas de pessoas saíram às ruas com bandeiras libanesas e cantando "graças Nasrallah", em alusão ao chefe do grupo xiita Hezbollah. "Esperamos este momento há meses e é uma alegria para todos. Agradecemos aos que trabalharam para obter a libertação de nossos familiares", disse o ministro Khalil. Os pilotos turcos, que foram entregues à Segurança Nacional, chegaram ao aeroporto de Beirute a bordo de um helicóptero militar antes de tomar o avião de volta para seu país. Os nove libaneses tinham sido sequestrados em 22 de maio de 2012 por rebeldes sírios próximo a Azaz, na província de Aleppo, quando voltavam de uma peregrinação no Irã. Sua captura provocou represálias por parte dos clãs dos reféns, que bloquearam estradas, e encorajou o sequestro em agosto de dois pilotos turcos da Turkish Airlines, retidos quando se dirigiam do aeroporto a um hotel da capital libanesa. O rapto foi reivindicado por um grupo desconhecido autodenominado "Visitantes do imã Reza", que disse que eles não seriam libertados até "o retorno dos reféns libaneses na Síria". EFE ks/cd











