Yanukovich e serviços secretos russos são acusados de assassinatos no Maidan
Internacional|Do R7
Kiev, 3 abr (EFE).- As autoridades ucranianas acusaram nesta quinta-feira o presidente deposto Viktor Yanukovich e o Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB) da Rússia nos violentos incidentes de 20 de fevereiro no centro de Kiev no qual morreram mais de 100 pessoas. "Planejada como operação antiterrorista, de fato, a organização de assassinatos massivos aconteceu sob o comando direto do antigo presidente Yanukovich", assegurou Valentín Nalivaichenko, chefe do Conselho de Segurança da Ucrânia (SBU, em ucraniano), em entrevista coletiva. Nalivaichenko acusou dois grupos do FSB, de 26 e seis membros cada um, de participar do planejamento e da realização da operação antiterrorista anunciada em 19 de fevereiro pelo próprio SBU e que desembocou no massacre do dia 20 no Maidan. "Temos motivos para considerar que justamente esses grupos que estavam em um dos polígonos do SBU tomaram parte no planejamento e na realização das medidas emolduradas na chamada operação antiterrorista", disse. Nalivaichenko acrescentou que o FSB inclusive enviou "toneladas" de explosivos e armas à Ucrânia. "Para nós é muito importante a resposta do Comitê de Instrução da Rússia", disse. Já os serviços secretos russos, FSB, negaram as acusações e afirmaram que "que essas declarações fiquem na consciência dos Serviços de segurança da Ucrânia", em entrevista à agência "RIA Novosti". Hoje foi anunciado que a polícia ucraniana deteve 12 agentes da tropa de choque "Berkut" suspeitos de assassinato em massa de manifestantes durante os distúrbios sangrentos de 20 de fevereiro. Segundo o Ministério Público ucraniano, entre os detidos está o comandante da chamada 'unidade negra' de 'Berkut' que entregou armas de fogo aos antidistúrbios para atirar contra os manifestantes. "Morreram 17 pessoas. O destacamento abriu fogo contra os manifestantes, inclusive com franco-atiradores", afirmou Arsén Avakov, ministro do Interior, durante a mesma entrevista coletiva. Se forem considerados culpados pelas acusações de que são alvo, poderiam ser condenados à prisão perpétua. Mais de 100 pessoas morreram no centro de Kiev durante a revolta popular do final de fevereiro, a maioria vítima de franco-atiradores localizados em vários edifícios do Maidan (como é conhecida a praça que se tornou o coração dos protestos antigoverno) e as ruas próximas. EFE bk-io/tr












