Zelenski exige investigação de gravação em que ex-premiê o critica
Presidente ressaltou que a investigação precisa estabelecer claramente quem participou das conversas e esclarecer as circunstâncias nas quais ocorreram
Internacional|Da EFE

O presidente da Ucrânia, Vladimir Zelenski, exigiu nesta sexta-feira (17) uma investigação das escutas que provocaram a renúncia do primeiro-ministro, Oleksiy Goncharuk, que supostamente criticou o mandatário durante uma reunião gravada sem consentimento.
"Exijo que em duas semanas, o mais rápido possível, recebamos a informação sobre quem fez as gravações. Encontremos quem o fez para que isso seja esclarecido", disse Zelenski, segundo um comunicado da presidência ucraniana.
Zelenski, que se dirigia às forças de segurança, ressaltou que a investigação precisa estabelecer claramente quem participou das conversas e esclarecer as circunstâncias nas quais ocorreram.
"Houve muitas deturpações sobre a presença de um ou outro funcionário. Quanto à fotografia na mídia, devemos esclarecer se todas essas pessoas participaram ou não de fato (das conversas)", frisou.
O mandatário revelou que o primeiro-ministro o explicou que a reunião em questão durou cinco horas. Zelenski também ordenou que sejam tomadas medidas para evitar incidentes semelhantes no futuro e lembrou que a escuta ou manipulação de conversas em instituições estatais é ilegal.
O partido governante, Servo do Povo, declarou que aceitaria com unanimidade a renúncia do primeiro-ministro caso seja apoiada por Zelenski.
Goncharuk apresentou a renúncia ao presidente depois de uma gravação ter sido divulgada publicamente. No áudio, várias vozes, entre elas uma similar à dele, criticaram o presidente.
"Vim para o cargo para implementar a agenda do presidente. Ele é um exemplo de transparência e honestidade para mim. No entanto, para eliminar qualquer dúvida sobre nosso respeito e confiança no presidente, escrevi um pedido de demissão e o apresentei ao presidente com a opção de encaminhá-la ao Parlamento", escreveu no Facebook.
O primeiro-ministro afirma que o áudio comprometedor foi "manipulado" e busca "artificialmente" criar a ideia de que a equipe não respeita o presidente, "um homem em quem os ucranianos depositaram uma confiança sem precedentes".













