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Zuluaga vence as eleições na Colômbia e disputará segundo turno com Santos

Internacional|Do R7

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Bogotá, 25 mai (EFE).- Óscar Iván Zuluaga venceu neste domingo as eleições presidenciais da Colômbia com 29,25% dos votos, mas terá que disputar um segundo turno com o presidente e candidato à reeleição, Juan Manuel Santos, que obteve 25,58%, quando já foram apurados 98,31% das cédulas. A abstenção superou os números dos cinco candidatos presidenciais. Segundo dados oficiais, votaram apenas 39,61% dos 32,9 milhões de colombianos convocados às urnas. Na Colômbia, ao contrário da maioria dos países latino-americanos, o voto não é obrigatório. Atrás de Zuluaga e de Santos ficou Marta Lucía Ramírez, do Partido Conservador, com 15,56%, seguida pela esquerdista Clara López, com 15,27%, e Enrique Peñalosa, da Alianza Verde, com 8,32%. Com estes resultados, Zuluaga superou as expectativas depositadas nas enquetes, que nas últimas semanas apontavam um empate técnico com o atual presidente. A reta final da campanha eleitoral do candidato esteve marcada por um escândalo de espionagem pelo que está detido o hacker Andrés Sepúlveda, que aparece em um vídeo com Zuluaga. Várias vozes, inclusive as de outros candidatos, se alçaram para pedir a Zuluaga que desisitisse de concorrer nas eleições, mas ele ignorou essas reivindicações. Ramírez, conservadora, e López, esquerdista, somaram entre ambas 30% dos sufrágios e também ultrapassaram os resultados outorgados pelas pesquisas, com o que obtiveram uma votação histórica para as mulheres no país. Por sua parte, Peñalosa foi o grande perdedor destas eleições já que ficou na última posição, abaixo dos 10% de votos. As eleições de hoje foram as primeiras em décadas sem ataques nem atentados guerrilheiros já que foi marcada por um cessar-fogo conjunto e histórico das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN). O ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, ressaltou que as eleições de hoje na Colômbia, um país que vive 50 anos de conflito armado, transcorreram com uma "tranquilidade similar à de qualquer nação em paz". EFE erm-at/rsd

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