Minas Gerais CPI da Pandemia em BH quer convocar dono de shopping popular

CPI da Pandemia em BH quer convocar dono de shopping popular

Vereadora questionou doações feitas por empresário à Prefeitura de Belo Horizonte durante a pandemia; secretário rebateu

Vereadora questionou doações de estabelecimento

Vereadora questionou doações de estabelecimento

Reprodução / Google Street View

A CPI da Covid-19, aberta pela Câmara Municipal de Belo Horizonte para investigar os gastos da prefeitura durante a pandemia, quer convocar o dono de um shopping popular da capital mineira para prestar depoimento aos vereadores. 

A convocação foi levantada pela vereadora Flávia Borja (Avante) depois de questionar o secretário de saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, sobre a doação de equipamentos e outros itens feita pelo dono do Shopping Oiapoque, no centro de Belo Horizonte. 

A parlamentar questionou Machado sobre as doações feitas pelo empresário. Os shoppings populares tiveram o funcionamento liberado em maio de 2020, pela prefeitura, em um momento em que outros estabelecimentos comerciais, como os próprios shoppings centers estavam proibidos de funcionarem. 

A vereadores questionou o tipo de doação feita pelo estabelecimento — de respiradores mecânicos e peças de equipamentos. 

— Além disso, essa doação só foi publicada no site da prefeitura quase um ano depois de realizada. 

Em resposta, o secretário de saúde Jackson Machado informou que a Prefeitura de Belo Horizonte recebeu mais de 200 doações de entidades e que as informações estão disponíveis. 

— Nós recebemos R$ 22 milhões em 270 doações e é absolutamente impossível saber de cor todas as doações que são feitas. Tudo isso está discriminado no relatório que está disponível à essa CPI. 

Os vereadores também questionaram o secretário sobre contratos emergenciais firmados pela prefeitura durante a pandemia, bem como as aquisições de máscaras, luvas e outros equipamentos de proteção.

Requerimentos

A CPI aprovou, nesta quinta-feira (24), requerimento que solicita ao corregedor-geral de Belo Horizonte que envie eventuais investigações em andamento sobre irregularidades cometidas por servidores.   

Outro requerimento aprovado pela comissão é para que o prefeito Alexandre Kalil (PSD) informe à CPI sobre a dispensa de licitação para compra de cestas básicas, como escolha de fornecedores e cotação de preços.  

Últimas