CPI da Pandemia em BH quer convocar dono de shopping popular
Vereadora questionou doações feitas por empresário à Prefeitura de Belo Horizonte durante a pandemia; secretário rebateu
Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

A CPI da Covid-19, aberta pela Câmara Municipal de Belo Horizonte para investigar os gastos da prefeitura durante a pandemia, quer convocar o dono de um shopping popular da capital mineira para prestar depoimento aos vereadores.
A convocação foi levantada pela vereadora Flávia Borja (Avante) depois de questionar o secretário de saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, sobre a doação de equipamentos e outros itens feita pelo dono do Shopping Oiapoque, no centro de Belo Horizonte.
A parlamentar questionou Machado sobre as doações feitas pelo empresário. Os shoppings populares tiveram o funcionamento liberado em maio de 2020, pela prefeitura, em um momento em que outros estabelecimentos comerciais, como os próprios shoppings centers estavam proibidos de funcionarem.
A vereadores questionou o tipo de doação feita pelo estabelecimento — de respiradores mecânicos e peças de equipamentos.
— Além disso, essa doação só foi publicada no site da prefeitura quase um ano depois de realizada.
Em resposta, o secretário de saúde Jackson Machado informou que a Prefeitura de Belo Horizonte recebeu mais de 200 doações de entidades e que as informações estão disponíveis.
— Nós recebemos R$ 22 milhões em 270 doações e é absolutamente impossível saber de cor todas as doações que são feitas. Tudo isso está discriminado no relatório que está disponível à essa CPI.
Os vereadores também questionaram o secretário sobre contratos emergenciais firmados pela prefeitura durante a pandemia, bem como as aquisições de máscaras, luvas e outros equipamentos de proteção.
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Requerimentos
A CPI aprovou, nesta quinta-feira (24), requerimento que solicita ao corregedor-geral de Belo Horizonte que envie eventuais investigações em andamento sobre irregularidades cometidas por servidores.
Outro requerimento aprovado pela comissão é para que o prefeito Alexandre Kalil (PSD) informe à CPI sobre a dispensa de licitação para compra de cestas básicas, como escolha de fornecedores e cotação de preços.
















