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Falsa entregadora fotografa rosto de idosa e vítima tem prejuízo de até R$ 20 mil em Sabará

Mulher se apresentou como entregadora e pediu biometria facial para confirmar suposto recebimento

Minas Gerais|Gledson leão, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Uma idosa de 71 anos foi vítima de um golpe em Sabaré, após uma mulher se passar por entregadora e solicitar biometria facial.
  • O golpe resultou em prejuízos financeiros para a idosa, com empréstimos e transferências via Pix não reconhecidos, totalizando até R$ 20 mil.
  • A ação foi registrada por câmeras de segurança, e a Polícia Civil está investigando o caso.
  • Estudos indicam que golpes financeiros contra idosos são comuns, destacando a importância de atenção a solicitações de dados pessoais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A mulher teria dito que era preciso fazer uma foto para confirmar a entrega
A mulher teria dito que era preciso fazer uma foto para confirmar a entrega Reprodução/RECORD Minas

Uma aposentada de 71 anos foi vítima de um golpe que teria começado com uma falsa entrega de encomenda em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Maria de Fátima recebeu em casa uma mulher que se apresentou como entregadora de um marketing place e pediu para fotografar o rosto da idosa sob o pretexto de confirmar o recebimento do pacote. Posteriormente, a vítima descobriu empréstimos, compras e transferências via Pix que não reconhecia. O prejuízo é estimado entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.


Toda a ação da suspeita foi registrada pelas câmeras de segurança da residência. As imagens mostram a mulher chegando de carro, usando um colete laranja, e utilizando um celular para capturar a imagem do rosto da aposentada. O veículo seria um Kia Cerato preto, mas a placa não pôde ser identificada.

De acordo com o boletim de ocorrência, a suspeita foi descrita como uma mulher baixa, de cabelos escuros, que usava óculos e um colete laranja. Ela teria informado que iria fazer uma entrega.


Maria de Fátima acreditou que a encomenda, uma garrafa, havia sido comprada por uma das filhas e recebeu o pacote. Na sequência, a suposta entregadora afirmou que precisava fazer a biometria facial para confirmar o recebimento. A aposentada chegou a retirar os óculos a pedido da mulher para que a imagem pudesse ser registrada.

Cerca de 30 minutos depois, desconfiada, a vítima entrou em contato com os filhos para descobrir quem havia enviado o presente. Nenhum deles reconheceu a compra.


A fraude foi descoberta posteriormente, quando Maria de Fátima e uma das filhas acessaram a conta bancária. Segundo a aposentada, o dinheiro havia sido retirado e foram identificadas diversas operações que ela não realizou.

No extrato constam transferências via Pix, compras no crédito e no débito e contratação de empréstimos não reconhecidos. Também houve utilização do limite de crédito. Conforme o boletim de ocorrência, a conta bancária da aposentada teria sido vinculada a outro dispositivo eletrônico, que não pertence à vítima.


Os criminosos também teriam usado o dinheiro em compras em supermercado e posto de combustíveis e tentado adquirir uma motocicleta em nome da idosa. A vítima relatou ainda que não recebeu notificações do aplicativo bancário sobre as movimentações.

A família calcula um prejuízo entre R$ 15 mil e R$ 20 mil. Por causa da perda do dinheiro, Maria de Fátima contou que precisou cancelar uma viagem que estava planejada.

A Polícia Civil investiga como os dados bancários da aposentada foram acessados e se a captura da imagem do rosto dela está relacionada às movimentações realizadas na conta.

Em nota, a corporação informou que “apura a ocorrência de estelionato registrada nessa segunda-feira (7/9), em Sabará” e que outras informações serão divulgadas com o avanço das investigações.

Golpes financeiros

Uma pesquisa realizada pelo Serasa em parceria com a Silverguard e o Instituto Opinion Box aponta que quatro em cada dez idosos já foram vítimas de golpes financeiros. O levantamento também indica que quase metade desse público sofreu pelo menos uma tentativa de golpe recentemente.

Dados do Observatório Febraban, divulgados em junho do ano passado, mostram ainda que 39% dos brasileiros afirmaram já ter sido vítimas de algum golpe ou tentativa envolvendo a conta bancária. Segundo o levantamento, esse foi o maior percentual registrado desde o início da série histórica, em 2021.

De acordo com o advogado criminalista Guilherme Monte Alegre, casos desse tipo podem configurar estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal. Quando são utilizados meios eletrônicos para induzir a vítima ao erro e obter vantagem financeira, a conduta pode ser enquadrada como fraude eletrônica.

Nesses casos, a legislação prevê pena que pode chegar a oito anos de prisão, além de multa. O especialista recomenda atenção principalmente em abordagens nas quais desconhecidos solicitem informações pessoais ou bancárias, reconhecimento facial, transferências ou pagamentos.

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