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Inquérito sobre assassinato de juíza mineira no Mato Grosso será encerrado nesta quinta-feira

Ex-marido da vítima foi indiciado por homicídio duplamente qualificado

Minas Gerais|Tabata Martins, do R7 MG

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Glauciane Chaves de Melo tinha 42 anos
Glauciane Chaves de Melo tinha 42 anos

O inquérito sobre o assassinato da juíza mineira Glauciane Chaves de Melo no Mato Grosso será encerrado e encaminhado à Justiça nesta quinta-feira (13). De acordo com o delegado João Ferreira Borges Filho, Evanderli de Oliveira Lima, de 43 anos e ex-marido da magistrada, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, motivo torpe, sem direito de defesa da vítima.

O crime ocorreu dentro do Fórum da cidade de Alto Taquari, a 479 km ao sul do Mato Grosso, na última sexta-feira (7). No entanto, Evanderli só foi encontrado e preso nessa segunda-feira (10).


Evanderly, que é natural de Contagem, na Grande BH, não fez uma confissão formal durante o interrogatório, que foi feito pelo delegado Arnaldo Agostinho Sottani. Porém, o suspeito participou da reconstituição do assassinato e contou, de forma informal, detalhes de como a juíza foi morta.

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Segundo o Arnaldo Agostinho Sottani, Evanderli revelou que, no dia do crime, ele realmente foi até o Fórum para conversar com a magistrada, já que não concordava com a separação e desejava retomar o casamento.


Ainda segundo o suspeito, quando ele já estava saindo do gabinete, a juíza veio atrás dele, que sacou a arma e efetuou dois disparos em direção à nuca da juíza. “A partir daí ele diz não se lembrar de mais nada. A que tudo indica ele sacou a arma e a juíza foi se esconder atrás da mesa”, disse o delegado, que informou ainda que o corpo da magistrada foi encontrado próximo a mesa de trabalho.

A autoridade policial, o preso relatou que pensou em se entregar, mas teve medo de morrer devido ao cerco policial montado. Ele disse também que está arrependido e não se lembra de muitos detalhes do crime. Ao sair do Fórum, Evanderli revelou que jogou a arma no canteiro, mesmo local onde o revólver calibre 38 foi encontrado pela polícia.


Evanderli de Oliveira Lima foi Bombeiro Militar em Minas Gerais, tem curso de socorrista e treinamento de sobrevivência na mata. Por isso, o homem teve condições de permanecer escondido em mata fechada por três dias.

Depois da reconstituição, Evanderli foi transferido à Polinter, em Cuiabá. O detido permanece recolhido no anexo II da Penitenciária Central do Estado (PCE).

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