Minas Gerais Jovem de 18 anos é preso por abusar de 4 primos na Grande BH

Jovem de 18 anos é preso por abusar de 4 primos na Grande BH

Abusos foram confirmados em depoimentos das crianças, que têm entre 5 e 13 anos, e aconteciam, sempre, em ambiente familiar

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7

Jovem foi preso nesta quinta-feira (15) em Sarzedo, na Grande BH

Jovem foi preso nesta quinta-feira (15) em Sarzedo, na Grande BH

Reprodução/Google Maps

Um jovem de 18 anos foi preso pela Polícia Civil, em Sarzedo, na região metropolitana de Belo Horizonte, após uma investigação que comprovou que ele teria abusado sexualmente de quatro primos.

De acordo com a PC, os abusos ocorriam há anos, dentro das casas de familiares, contra as quatro crianças, que hoje, tem 5, 9, 11 e 13 anos de idade. 

A Operação Ludus, que resultou na prisão do rapaz, ocorreu nesta quinta-feira (15). De acordo com o delegado Ricardo Cesari, as quatro crianças confirmaram os crimes não só para os seus familiares, como para a própria Polícia Civil, durante os depoimentos. 

— Todas as crianças, sem exceção, fizeram relatos aos adultos, tanto para os pais, como avó, tias, etc. Esses relatos eram sempre inalterados e recheados com riqueza de detalhes. Todas as crianças indicavam, com clareza e extrema convicção e detalhavam os locais onde os abusos ocorriam. 

De acordo com o delegado, a narrativa detalhada das crianças fez com que os policiais descartassem qualquer hipótese de "criação imaginária" ou "narrativa fantasiosa". 

Os abusos começaram há cerca de nove anos, quando a vítima mais velha tinha cerca de quatro anos e o suspeito, cerca de nove anos de idade. Mas os estupros continuaram depois que ele completou 18 anos.  

Investigação

As investigações começaram em janeiro, quando os pais de duas das crianças procuraram a polícia para relatar o caso. Eles ouviram o relato de uma avó, que foi procurada pelas vítimas, que contaram ter sofrido abusos por parte do primo mais velho.  

— Tão logo a mãe ficou sabendo desse relato, compareceu à delegacia e foram deflagradas as primeiras diligências investigativas. 

Segundo o delegado Ricardo Cesari, após os primeiros relatos, o assunto começou a ser conversado entre os integrantes da família e as outras coisas se sentiram à vontade para compartilhar os abusos que elas mesmas também haviam sofrido ao longo do tempo. 

Ainda segundo o delegado, todas as crianças vítimas dos abusos tiveram abalos psicológicos, como traumas e comportamentos inadequados. Em uma ocasião, a tia de uma das crianças percebeu que ela estava com um andar incomodado e, ao perguntar sobre o fato, ele disse, voluntariamente, que estava com assadura por conta de abusos praticados pelo primo. 

— A mais nova, quando tinha quatro anos, em certa ocasião, quando a mãe foi dar um banho, questionou se ela não queria fazer sexo oral com a criança. A mãe ficou extremamente assustada com o comentário e a criança acabou confidenciando que ela agia assim com o primo. 

Crueldade

Ainda segundo as investigações da Polícia Civil, os abusos sexuais praticados pelo suspeito eram feito tanto com o consentimento das crianças, como com emprego de violência. 

Em algumas ocasiões, ele oferecia emprestar videogame ou celular para os primos mais novos e, em outras ocasiões, forçava os atos contra as crianças e fazia ameaças. 

— O autor se valeu também do emprego de força e grave ameaça, seja com a roupa das vítimas tirada à força e a ameaça de matar os pais das crianças caso elas revelassem alguma coisa. É uma metodologia muito cruel com as crianças para que sua crueldade se mantivesse em sigilo dos demais familiares.

Depoimento

De acordo com o delegado Ricardo Cesari, o suspeito negou qualquer crime durante interrogatório feito pela Polícia Civil e disse que, quando era mais novo e tomava banho com alguns de seus primos "eles faziam brincadeiras e palhaçadas". 

— Sobre os episódios recentes, justificou que não teria praticado nenhum ato com o fato de que os primos não teriam mudado o comportamento com ele. No entanto, como os abusos foram feitos na infância, cada criança passou a enxergar como normal os abusos sofridos, porque foram feitos desde o início de sua formação. 

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