Logo R7.com
RecordPlus

Justiça decide que diarista não será julgada pelo Tribunal do Júri por mortes de casal de idosos em BH

Suspeita responde por latrocínio, crime cuja competência é da Vara Criminal, e não do Tribunal do Júri

Minas Gerais|Raquel Penaforte, da RECORD Minas

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A diarista Paola Stephany Neto Cirino não será julgada pelo Tribunal do Júri por latrocínio, mas sim pela Vara Criminal.
  • O crime ocorreu no primeiro dia de trabalho de Paola, resultando na morte do casal Cláudio e Maria Clotilde Atala Inácio em Belo Horizonte.
  • Paola confessou o crime após ser presa em Itabira, e parte dos bens roubados do casal já foram recuperados pela polícia.
  • A Polícia Civil realizou uma reprodução simulada do crime para esclarecer a dinâmica do duplo latrocínio.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A reprodução simulada do crime teve início às 14h e conta com a participação da suspeita, além de peritos da Polícia Civil, investigadores e familiares das vítimas
A decisão ocorre porque a Polícia Civil indiciou Paola por latrocínio — roubo seguido de morte RECORD Minas/ Reprodução

A diarista Paola Stephany Neto Cirino, de 30 anos, investigada pela morte dos idosos Cláudio Atala Inácio, de 81 anos, e Maria Clotilde Atala Inácio, de 77, não será julgada pelo Tribunal do Júri. A decisão foi proferida nessa quinta-feira (9) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, que determinou a remessa do processo para uma das Varas das Garantias da Comarca de Belo Horizonte.

Na decisão, a magistrada afirmou que o delito atribuído à investigada não se enquadra nas hipóteses previstas no artigo 74, parágrafo 1º, do Código de Processo Penal, que estabelece os crimes de competência do Tribunal do Júri. “Considerando que o delito em tese praticado pela flagranteada foge à competência deste Juízo (...), remetam-se os autos a uma das Varas das Garantias desta Comarca”, escreveu.


A decisão ocorre porque a Polícia Civil indiciou Paola por latrocínio — roubo seguido de morte. Embora o crime resulte em homicídio, ele é considerado um crime contra o patrimônio e, por isso, não é julgado pelo Tribunal do Júri, que é responsável pelos crimes dolosos contra a vida.

O caso ganhou repercussão nacional após o casal ser encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Cláudio Atala Inácio era advogado e Maria Clotilde era conhecida por familiares e amigos pelo gosto por viagens. Os dois foram mortos a facadas.


Segundo as investigações, Paola havia sido contratada para trabalhar como diarista na residência e teria cometido o crime no primeiro dia de serviço. Após matar o casal, ela teria roubado diversos bens do apartamento, entre eles joias, relógios, dinheiro, roupas e outros objetos de valor.

Dias depois, a suspeita foi presa em um hotel em Itabira, na região Central de Minas Gerais, acompanhada do filho de seis anos. Em depoimento, ela confessou o crime. Desde então, a Polícia Civil vem recuperando parte dos objetos levados da residência. Alguns itens foram entregues espontaneamente por pessoas que afirmaram tê-los adquirido sem saber da origem ilícita.


Na última quarta-feira (8), a Polícia Civil realizou a reprodução simulada do crime no apartamento das vítimas. O procedimento contou com a participação de Paola e teve como objetivo esclarecer a dinâmica do duplo latrocínio, confrontando a versão apresentada pela investigada com os vestígios encontrados pelos peritos. A investigação segue em andamento.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.