Justiça mantém inquérito sobre regalias de Valério na prisão
Decisão determina que MP continue investigando ex-empresário, apontado como operador do mensalão do PT e do mensalão tucano
Minas Gerais|Ezequiel Fagundes, da Record TV Minas

A Justiça em Sete Lagoas rejeitou o arquivamento do inquérito em que o ex-empresário Marcos Valério, condenado no processo do mensalão do PT, é investigado por, supostamente, ter recebido tratamento privilegiado na prisão da cidade.
Contrariando parecer do Ministério Público de Minas Gerais, que solicitou o arquivamento do inquérito, a Justiça determinou a continuidade das investigações contra Marcos Valério e o ex-diretor da Apac (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado) de Sete Lagoas, região Central de Minas Gerais, Flávio Lúcio Batista da Rocha. Este último foi afastado do cargo.
Na decisão, a Justiça entendeu que existem "indícios suficientes de autoria dos crimes de corrupção passiva e ativa por supostas regalias concedidas de forma ilegal mediante vantagem indevida prometida pelo investigado Marcos Valério".
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Já o promotor de Justiça, do MPMG, havia alegado que não tinha elementos suficientes para entrar com uma ação penal contra o ex-empresário, apontado como operador financeiro do esquemas do mensalão do PT e do mensalão mineiro.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 37 anos de prisão no processo do mensalão do PT, Marcos Valério foi transferido para a APAC, uma prisão com regime mais brando, depois dele ter fechado um acordo de delação premiada com a Polícia Federal em Belo Horizonte. No ano passado, Valério foi obrigado a voltar para a Nelson Hungria depois das denúncias de uso de celular, saídas sem algema e de pagamento de propina.
A defesa de Valério disse que só irá se manifestar após analisar a decisão judicial.















