Moradores do Isidoro criticam chamada da PM para despejo
Movimentos que negociam saída das famílias com o governo foram surpreendidos com anúncio
Minas Gerais|Do R7

Moradores das ocupações na regão do Isidoro, entre BH e Santa Luzia, foram surpreendidos por um comunicado da Polícia Militar sobre a desocupação da área. O documento, assinado pelo coronel Robson José de Queiroz, marca uma reunião para esta sexta-feira (14), às 16h, no 13º Batalhão, para discutir a retirada de 8.000 famílias do terreno. A reintegração ocorreria na próxima semana.
Os líderes da ocupação acusam a PM de descumprir o acordo feito com o Governo de Minas, já que há uma mesa de negociação em curso para colocar as famílias cadastradas em moradias. Em nota, a coordenação dos movimentos, das Brigadas Populares, da Pastoral da Terra e do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas criticam a desocupação proposta pela polícia: "afirmamos e reafirmamos que despejos forçados podem causar massacre de proporções inimagináveis".
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Liminar do STJ suspende despejo de famílias na região da Izidora, em BH
Os movimentos alegam que "a A PM-MG já revelou o seu despreparo na repressão da manifestação do povo da Izidora durante a manifestação de 19/07/2015, quando mais de 100 pessoas ficaram feridas (...) e ontem, com o ataque violento contra milhares de pessoas que se manifestavam pela redução do preço da tarifa de transporte".
As ocupações Rosa Leão, Vitória e Esperança foram criadas há dois anos em um terreno em disputa que a Prefeitura de Belo Horizonte reivindica para a construção de edifícios do programa Minha Casa, Minha Vida. As famílias negociam critérios para deixar os terrenos tendo opções de moradia.













