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Na metade do mês, BH só teve 19% da chuva esperada e deve fechar novembro abaixo da média

Alteração no padrão climatológico é reflexo do El Niño; população pode esperar calor acima do tradicional até janeiro de 2024

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Onda de calor atinge diferentes estados brasileiros
Onda de calor atinge diferentes estados brasileiros

Passados 15 dias de novembro, Belo Horizonte está longe de alcançar o volume de chuva esperado para o mês. Segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a capital mineira recebeu 45 milímetros de precipitação desde o dia 1º. O montante representa 19,06% dos 236 milímetros estimados.

A meteorologista Andrea Ramos, do Inmet, explica que o atraso na chegada das águas tem a mesma origem da onda de calor que atinge estados brasileiros: o El Niño. O fenômeno que aquece as águas do Pacífico provoca os chamados anticiclones, áreas de alta pressão com ventos espirais contrários ao ciclone. "Na primavera, ele mantém a nossa região sob um padrão quente e seco", detalha a especialista.


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Os dados climatológicos indicam o retorno da chuva à capital mineira nos próximos cinco dias, mas o volume não deve ser suficiente para atingir o patamar tradicional. Andrea explica que a atual onda de calor vai cessar até o fim da semana, mas a região deve enfrentar, até janeiro de 2024, temperaturas acima da média e chuvas abaixo do esperado.

"A expectativa é que tenhamos influência do El Niño até o outono de 2024 (março a junho). Até lá, é um ponto de interrogação", comentou Andrea Ramos sobre as possíveis influências do fenômeno no clima.


Reservatórios de água

A falta de chuva também afeta as regiões dos reservatórios de água responsáveis por abastecer Belo Horizonte e as cidades da região metropolitana.

Segundo relatório da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), no rio das Velhas a chuva registrada até esta quarta-feira (15) representa 8,4% do total esperado para o mês. Nos tanques do rio Manso, Serra Azul e Vargem das Flores, os percentuais de precipitação até o momento são de 16,9%, 29,8% e 21,9%.

Apesar do baixo índice, a Copasa afirma que, atualmente, "o sistema de produção de água está normalizado e operando em nível máximo". "Além disso, o nível dos reservatórios que compõem o Sistema Paraopeba — responsável pelo abastecimento de água em toda a Grande BH — está em 71%", completou.

Mesmo assim, a companhia emitiu um alerta de risco de falhas no abastecimento na região metropolitana de Belo Horizonte devido ao aumento do consumo. Segundo a empresa, durante a onda de calor dos últimos dias, a demanda por água aumentou 20%.

"A companhia orienta que a população evite o desperdício e reforça a recomendação do uso consciente da água, principalmente para os clientes de imóveis localizados nas partes baixas das cidades da região metropolitana e que se encontram abastecidos, para que outros pontos também possam ser atendidos normalmente", diz o comunicado da empresa.

Veja o nível dos reservatórios de água do Sistema Paraopeba, responsável por abastecer a Grande BH, em 15/11/2023:

Sistema Paraopeba: 70,6%

Rio Manso: 70%

Serra Azul: 81,6%

Vargem das Flores: 48,2%

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