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PC indicia homem suspeito de matar e simular suicídio da namorada na Savassi, em BH

Conclusão do inquérito foi divulgada nesta terça-feira (11); jovem, de 22 anos, foi encontrada morta no apartamento em 9 de fevereiro

Minas Gerais|Ricardo Vasconcelos, da Record Minas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito e indiciou Adalton Martins Gomes por feminicídio da namorada Giovanna Neves Santana Rocha.
  • Giovanna foi encontrada morta em seu apartamento na Savassi, Belo Horizonte, com sinais de asfixia mecânica, descartando a hipótese inicial de suicídio.
  • Adalton, que se mudou para o apartamento de Giovanna pouco após o início do relacionamento, é suspeito de ter interesse financeiro nos bens da vítima.
  • O suspeito, que já possui histórico de violência, continuou a viver no imóvel da vítima após sua morte e tentou reconhecer união estável post mortem.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Amigas de Giovanna estraram comportamento do homem após sumiço da vítima Reprodução/RECORD MINAS

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito e indiciou, nesta terça-feira (11), Adalton Martins Gomes, de 45 anos, pelo crime de feminicídio contra a namorada Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos.

A jovem foi encontrada morta no apartamento onde morava, em 9 de fevereiro deste ano, na rua Pernambuco, na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte.De acordo com a PCMG, Adaiton seguirá no sistema prisional a pedido da autoridade policial, que representou pela manutenção da prisão preventiva.


Relembre o caso

Segundo as investigações, Giovana e Adalto se conheceram por meio de um aplicativo de relacionamento e tiveram uma relação de cerca de quatro meses. Familiares da estudante afirmam que, desde o início do namoro, ela passou a se afastar da mãe, de parentes e de amigos, além de apresentar mudanças bruscas de comportamento. A jovem, que era estudante de psicologia e gestão da saúde, tinha diagnóstico de autismo, histórico de depressão e morava sozinha desde a morte do pai, em julho do ano passado.

De acordo com a delegada Ariadne Coelho, responsável pelo caso, o suspeito passou a morar no imóvel da vítima poucos dias após o início do relacionamento e chegou a transferir contas do apartamento para o nome dele. A polícia também apura possível interesse financeiro, já que Giovana teria cerca de R$ 200 mil na conta, provenientes da venda de um imóvel herdado da família.


A jovem foi encontrada morta no dia 9 de fevereiro por uma amiga que estranhou a falta de respostas às mensagens e ligações. Como tinha a chave do imóvel, ela entrou no apartamento e encontrou Giovana nua, deitada na cama, com marcas roxas pelo corpo e sem sinais vitais. O Samu foi acionado e confirmou a morte.

No início, a ocorrência foi registrada como possível autoextermínio. No local, havia um frasco vazio de clonazepam e comprimidos próximos à cama. Mas o laudo da necropsia apontou que a estudante morreu por asfixia mecânica, causada por sufocação direta, descartando a hipótese de suicídio.


Ainda segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança mostram que Adalto foi a última pessoa a deixar o apartamento, entre 6h e 7h da manhã, horas antes do corpo ser encontrado. Mesmo após a morte, o investigado continuou vivendo no imóvel da vítima e chegou a ajuizar uma ação para reconhecimento de união estável pós-morte.

Durante a coletiva, a delegada afirmou que o suspeito demonstrava comportamento controlador e manipulador. “Esses agressores desqualificam a vítima, afastam dos familiares e retiram totalmente a possibilidade dessas mulheres viverem plenamente com a humanidade”, disse Ariadne Coelho.


A investigação também revelou que o homem é casado oficialmente, tem quatro filhos e já possui registros de importunação sexual, além de denúncias de violência psicológica contra a esposa e uma ex-companheira.

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