PM apreende cartas de detentos sobre plano para sequestrar gerente bancário na Grande BH
Mensagens também indicam uma articulação para início de uma possível guerra entre facções em Ribeirão das Neves
Minas Gerais|Michelyne Kubitschek, da RECORD MINAS

A PM (Polícia Militar) de Minas Gerais apreendeu, neste sábado (18), cartas supostamente escrita por detentos, indicando a articulação de uma série de crimes. Dentre eles, está o sequestro de um gerente bancário de Ribeirão das Neves, na Grande BH, e o possível início de uma guerra entre facções em disputa pelo tráfico de drogas.
Segundo os militares, o homem que escreve a maior parte dos textos está preso e seria uma dos gerentes do tráfico do bairro Santa Fé. Na mensagem referente ao sequestro, ele começa citando o perfil do bancário e a possibilidade do ataque, que já havia sido levantada em uma conversa. “Agora estou precisando de dinheiro”, diz ao dar as orientações sobre o que precisaria ser feito.
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Em outra carta, o mesmo homem fala sobre um prejuízo de R$ 450 mil que teria sido causado por um rival do tráfico. A orientação é de que fosse usado um fuzil para matar o concorrente. O remetente da carta também deveria contratar os assassinos para cometer o crime.
“São conversas encontre presos de uma penitenciária e outra, em que eles faziam ajustes e acordos, como a tomada de favelas”, detalha o PM Nilmar Machado sobre o conteúdo. “A gente vai levantar informações para saber de quais penitenciárias são”, completa.
As cartas estavam na casa de uma mulher presa neste sábado, em Ribeirão das Neves. De acordo com a PM, ela seria a namorada do autor da maioria dos textos. Os agentes também apreenderam na casa dele um fuzil, do mesmo modelo citado em uma das mensagens, além de drogas e munições.
Segundo a Polícia Militar, a mulher afirmou que havia pego a arma com duas pessoas em outro bairro e estava tentando vendê-la. Já sobre as drogas, ela afirmou que comercializa os entorpecentes em penitenciárias há cerca de um ano.
A reportagem procurou a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais) para comentar sobre os planos citados pelas cartas e aguarda retorno.

















