‘Pode arrumar outra pessoa, porque eu não vou ficar’, diz atendente agredida em padaria de Betim
Greiciele Matias afirma estar traumatizada após ser espancada por duas clientes por causa de um salgado; caso é investigado pela Polícia Civil
Minas Gerais|Gisele Ramos, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7
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A balconista Greiciele Matias, agredida por duas clientes dentro de uma padaria no bairro Alto das Flores, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, não quer mais trabalhar durante a madrugada depois do ocorrido. Ainda abalada, a funcionária afirma que não pretende voltar ao trabalho após a violência que sofreu durante o expediente na madrugada do último sábado (20).
Em entrevista a Record Minas, Greiciele contou que a confusão começou por volta das 5h30, antes mesmo da abertura da padaria. Segundo ela, duas mulheres perguntaram quais salgados estavam mais frescos e receberam a orientação de aguardar cerca de três minutos para a reposição dos produtos. A atendente afirma que precisou interromper a conversa para atender outro cliente e acredita que isso tenha irritado as mulheres.
“Vamos fazer o seguinte: aguardem aí fora dois ou três minutinhos que eu vou abrir a porta e vocês escolhem o salgado que vocês querem”, relembra. Pouco depois, segundo a vítima, as clientes começaram a gritar do lado de fora do estabelecimento, chamando-a de “arrogante”, “imprestável” e “vagabunda”.
Quando a padaria foi aberta, as mulheres entraram e continuaram os insultos. A discussão evoluiu para agressões físicas. Imagens de câmeras de segurança mostram a confusão. Greiciele relata que levou socos, chutes e puxões de cabelo. Durante a briga, produtos foram arremessados dentro do estabelecimento.
A funcionária também afirma que, em determinado momento, uma das mulheres a ameaçou. “Ela falou que o marido tinha uma arma dentro do carro”, contou. Um homem que acompanhava as suspeitas chegou a separar as envolvidas, mas, segundo Greiciele, não fez o suficiente para evitar as agressões.
Veja o momento da agressão:
Após o ataque, a balconista procurou atendimento médico e realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML). Ela relata dores pelo corpo e diz que ainda tenta se recuperar emocionalmente do episódio. “Quando eu fui ver, estava mancando. Estou com muita dor na perna e nas costelas por causa dos ferimentos”, afirmou.
A vítima informou que pretende acionar a Justiça contra as duas mulheres e também contra o homem que as acompanhava. “Pra mim, se ele tivesse tido atitude de homem, isso não teria acontecido. Ele poderia ter levado elas para fora e impedido a briga”, disse.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso. Até o momento, ninguém foi conduzido à delegacia.
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