Polícia Civil encaminha à Justiça pedido de exame de insanidade para suspeita de matar idosos em BH
Pedido foi encaminhado pela Polícia Civil após solicitação da defesa de Paola Stephany Neto Cirino
Minas Gerais|Isabella Guasti, do R7 com Asafe Alcântara e Raquel Penaforte, da RECORD Minas
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) acatou um pedido da defesa da diarista Paola Stephany Neto Cirino, e encaminhou um pedido de insanidade mental à Justiça de Minas Gerais nesta sexta-feira (10). A mulher de 30 anos é investigada pela morte dos idosos Cláudio Atala Inácio, de 81 anos, e Maria Clotilde Atala Inácio, de 77.
Conforme apurado pela RECORD Minas, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) já recebeu a solicitação. Agora, caberá a um juiz decidir se autoriza a realização do exame de insanidade mental da investigada.
Com o procedimento, inicia-se o Incidente de Insanidade Mental. O objetivo é avaliar clinicamente se a investigada tinha capacidade de entender o caráter ilícito de seus atos no momento do crime.
Paola Stephany foi presa no último dia 2 em Itabira, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Suspeita diz que teve ‘surto psicótico’
A mulher presa por suspeita de matar um casal de idosos em um apartamento no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, alegou à Polícia Civil que sofreu um “surto psicótico” no momento do crime. Segundo o delegado Gustavo Barletta, responsável pela investigação, ela afirmou ter ouvido vozes que a mandavam matar as vítimas e disse não saber explicar por que decidiu tirar a vida do casal.
A declaração foi feita informalmente durante o trajeto entre Itabira, onde a suspeita foi presa, e Belo Horizonte.
“Ela confessou informalmente, principalmente comigo. A gente veio conversando quase a viagem toda. Ela chorou bastante, se demonstrou aparentemente bastante arrependida, estava muito assustada. Eu perguntei diversas vezes por que, além de praticar a subtração, o crime contra o patrimônio, ela teria tirado a vida dessas pessoas”, afirmou Barletta.
Ainda conforme o delegado, a suspeita disse não conseguir explicar o motivo dos assassinatos.
“Ela disse que não sabe informar, não sabe o motivo, mas que teria sofrido, nas palavras dela, um surto psicótico e que algumas vozes estavam determinando que ela matasse. Na verdade, ela teria até hesitado algumas vezes, mas, naquele momento, sentiu muita vontade de desferir o primeiro golpe, que ela fala que foi no pescoço da vítima”, relatou.
Paola não será julgada pelo Tribunal do Júri
Paola Stephany Neto Cirino não será julgada pelo Tribunal do Júri. A decisão foi proferida nessa quinta-feira (9) pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, que determinou a remessa do processo para uma das Varas das Garantias da Comarca de Belo Horizonte.
Na decisão, a magistrada afirmou que o delito atribuído à investigada não se enquadra nas hipóteses previstas no artigo 74, parágrafo 1º, do Código de Processo Penal, que estabelece os crimes de competência do Tribunal do Júri. “Considerando que o delito em tese praticado pela flagranteada foge à competência deste Juízo (...), remetam-se os autos a uma das Varas das Garantias desta Comarca”, escreveu.
A decisão ocorre porque a Polícia Civil indiciou Paola por latrocínio — roubo seguido de morte. Embora o crime resulte em homicídio, ele é considerado um crime contra o patrimônio e, por isso, não é julgado pelo Tribunal do Júri, que é responsável pelos crimes dolosos contra a vida.
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