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Policiais penais suspeitos de tortura contra 30 presos têm prisão preventiva decretada

Eles também foram proibidos de se aproximar do Presídio Itaobim; detenções ainda não foram cumpridas devido a vedação eleitoral 

Minas Gerais|Ana Luisa Sales*, Do R7

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Dupla é acusada de torturar 30 presos no Presídio de Itaobim
Dupla é acusada de torturar 30 presos no Presídio de Itaobim

A Justiça do município de Medina, no Vale do Jequitinhonha, a 660 km de Belo Horizonte, decretou a prisão preventiva de dois policiais penais suspeitos de prática de tortura contra 30 presos no Presídio de Itaobim, na região do Vale do Jequitinhonha/Mucuri . Os funcionários também foram proibidos de se aproximar do local, e além deles, um terceiro policial também recebeu essa punição.

Os policiais penais foram acusados de algemar 30 presos com as mãos para trás, e os torturarem física e psicologicamente, com chineladas na face, socos, chutes e pontapés em diversas áreas do corpo. As agressões aconteceram no dia 16 de setembro deste ano e duraram quase duas horas. A motivação seria um suposto grito de afronta ocorrido na Galeria B do presídio.


Além disso, o MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) informou que enquanto os dois suspeitos algemaram e agrediram os presos, outro policial penal fez a cobertura e retaguarda portando uma espingarda calibre .12.

A Promotoria de Justiça de Medina soube do caso a partir de reclamações recebidas durante inspeção mensal no presídio, e instaurou um Procedimento Investigatório Criminal. As prisões ainda não foram cumpridas devido a vedação eleitoral de prisão de eleitor, nos cinco dias antes da eleição e nas 48 horas posteriores.


Em nota, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) informa que não compactua com desvios de conduta de seus servidores. E que as denúncias, quando devidamente formalizadas, são apuradas com rigor e celeridade.

Confira a íntegra da nota da Sejusp:


"A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informa que não compactua com desvios de conduta de seus servidores. As denúncias, quando devidamente formalizadas, são apuradas com rigor e celeridade; e, caso se confirmem, todas as medidas administrativas cabíveis no âmbito do processo legal são tomadas, guardando sempre o direito à ampla defesa e ao contraditório. As medidas vão desde o afastamento do servidor à demissão do cargo público. A Sejusp informa que os três policiais penais do caso citado estão afastados das suas funções e o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) acompanha e colabora com as investigações. O caso é apurado internamente por meio de uma Investigação Preliminar na unidade prisional. O resultado desta investigação será encaminhado à Corregedoria da Sejusp."

*Estagiária sob supervisão de Pablo Nascimento

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