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Policiais são presos suspeitos de estuprar crianças e adolescentes após denúncia de ex-mulher

Ela entregou pen drives contendo imagens dos abusos; militares são reformados

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

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Pen drives foram utilizadas como provas dos crimes dos suspeitos
Pen drives foram utilizadas como provas dos crimes dos suspeitos

Dois policiais militares reformados foram detidos em uma operação do Ministério Público de Minas Gerais acusados de praticarem sexo com crianças e adolescentes com idades entre 11 e 13 anos. As relações eram gravadas pelos homens, que moram em Corinto e Diamantina, na região central do Estado. O crime chegou ao conhecimento do órgão após a denúncia da ex-mulher de um dos envolvidos.

De acordo com o promotor da Coordenadoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos, Mário Konichi Higuchi Júnior, as investigações começaram há cerca de um mês depois que a mulher entregou nove pen drives à Corregedoria da Polícia Militar. Assustada com o material, ela encaminhou as gravações também para o MP, que instaurou o processo.


— Junto com os promotores do caso das duas cidades, nós investigamos e constatamos que eles gravavam cenas de sexo com as menores. Está provado porque têm as datas dos vídeos, os rostos deles e das vítimas. 

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Ainda conforme o promotor, a Justiça expediu um mandado de prisão para o militar detido em Corinto. Já o policial residente em Diamantina foi preso em flagrante já que, com ele, os promotores apreenderam grande quantidade de provas de envolvimento no crime, como arquivos armazenados em computadores, HDs externos e outras mídias, como CDs e DVDs.

Por enquanto, ainda não é possível definir quantas menores foram vítimas dos abusos nem como os suspeitos chegavam até as vítimas. Eles foram encaminhados para batalhões da PM de Belo Horizonte, onde vão aguardar as apurações. O militar de Corinto chegou a ser interrogado pelos promotores, mas afirmou que só falará em julgamento.


Além do Ministério Público, a ação contou com policiais militares dos dois municípios e integrantes do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) de Sete Lagoas.

Na Zona da Mata, um militar foi preso suspeito de atirar contra um jovem por causa de uma garrafa de vodka:

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