Policial reformado denuncia ter sido agredido por PMs no Mineirão
Sargento reformado e sua família foram alvo de policiais militares que estavam fazendo abordagem no entorno do estádio com golpes de cassetete
Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7, com RecordTV Minas

A família de um policial militar reformado denuncia que foi agredida por outros PMs no momento em que eles deixavam o estádio Mineirão no último domingo (8), após a derrota que sacramentou o rebaixamento do Cruzeiro para a Série B. Ao todo, quatro pessoas foram presas e mais de 30 ficaram feridas em confrontos com a polícia ou entre os próprios torcedores antes mesmo de o jogo ter terminado.
Contantino Rodriguez Junior, sargento reformado da corporação seguia com a esposa, a enteada, o genro e alguns amigos para o estacionamento onde tomariam uma van para voltar para casa. Alguns policiais teriam orientado que eles passassem entre duas viaturas já que militares faziam uma abordagem a algumas pessoas no passeio.
Neste momento, de acordo com a esposa do sargento reformado, Ellen Cristina, os policiais gritaram para que eles andassem depressa e, logo em seguida, as agressões começaram, sem que houvesse qualquer motivo.
— Ele pegou o cassetete e bateu na cabeça e no pescoço do meu genro. Nessa hora, quando eu perguntei porque estavam batendo nele, o policial meteu a mão no meu rosto. Estou com hematomas e com o corpo todo doendo.
Rodriguez conta que já havia se identificado como policial para os homens que estavam no local e que, quando percebeu que seus familiares estavam sendo agredidos, foi em direção a eles. Nesse momento, ele teria sido imobilizado por ao menos três PMs e recebeu diversos golpes de cassetete, que causaram uma fratura na costela. Veja as imagens abaixo:
Para o sargento reformado, que serviu a Polícia Militar durante 26 anos, vivenciar algo que pra ele foi tão cruel e vindo justamente de um colega de farda, deixa tudo ainda mais difícil.
— Pela primeira vez na minha vida como policial militar eu fiquei com medo. Pensei que alguma coisa fosse acontecer. Toda a sociedade pensa que os policiais estão preparados para toda situação, mas há algumas ovelhas negras, como esse cidadão fardado que fazem uma 'palhaçada', uma agressão dessa.
O sargento Constantino Rodriguez disse, ainda, que faltou controle emocional ao policial que agrediu sua família.
— Faltou controle emocional e o Comando sabe do que estou falando. Ele não teve. Eu trabalhei na Cavalaria, no Tático Móvel, em Betim e Contagem. A gente tem que ter o autocontrole. Ali ele não teve.
Por meio de nota, a Polícia Militar de Minas Gerais informou que o caso será investigado e que as imagens já foram entregues à Corregedoria. O texto destaca ainda que houve muita confusão envolvendo as torcidas organizadas e que a Polícia Militar trabalhou para garantir a integridade dos torcedores e das famílias.















