Promotor contesta condenação do caseiro do goleiro Bruno
Elenilson e Coxinha irão cumprir pena em regime aberto
Minas Gerais|Do R7 MG, com Record Minas

O promotor Henry Wagner Vasconcelos Castro contestou a condenação do caseiro do goleiro Bruno, Elenilson Vítor da Silva, que foi condenado a três anos de reclusão em regime aberto no final da noite dessa quarta-feira (28). Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, também foi julgado e pegou pena de dois anos e meio em regime aberto.
Para o promotor, Elenilson deveria cumprir pena em regime semiaberto, uma vez que não é réu primário.
Os advogados dos condenados ainda irão se reunir para decidirem se entrarão com recurso em relação à decisão.
O júri, que foi presidido pela pela juíza Marixa Rodrigues Lopes, titular do Tribunal do Júri de Contagem, na Grande BH, durou mais de treze horas.
Durante a sessão, os réus negaram ter participado do sequestro e cárcere privado do filho do goleiro Bruno Fernandes, crimes pelos quais foram condenados. Além disso, Elenilson e Wemerson afirmaram que apenas cumpriam ordens.
O julgamento
O primeiro a ser ouvido no Tribunal do Júri foi Elenílson, que era caseiro do sítio onde Eliza foi mantida antes de ser levada para a morte. O jovem entrou em contradição ao dizer que viu a modelo entre os convidados de uma festa que foi realizada na propriedade dias antes do assassinato. Em depoimentos anteriores, Elenílson havia dito que Eliza ficou isolada na casa e tinha até levado suco e caldo para ela.
O caseiro também disse que conhece o policial civil José Laureano de Assis, o Zezé. Ele afirma que as 17 ligações entre ele e o policial foram feitas a pedido de Luiz Henrique Romão, o Macarrão.
Em seu depoimento, Wemerson, que cuidou do filho de Bruno com Eliza, disse que foi mandado por Dayanne ao sítio. O motorista contou que quando a polícia apareceu na propriedade, ela ligou para ele pedindo que a encontrasse.
Os dois foram até o bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde um outro carro parou e o menino foi entregue a ele. Wemerson, então, levou Bruninho para a casa de conhecidos, que cuidaram da criança.
Entenda o caso
Na época do sumiço de Eliza Samudio, Elenílson era caseiro do sítio do goleiro em Esmeraldas, na Grande BH, onde a modelo foi mantida em cárcere privado antes de ser levada para a morte. Ele também é considerado primo de criação de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, condenado a 15 anos pelo sequestro e homicídio triplamente qualificado de Eliza. Segundo denúncia do Ministério Público, Elenílson admitiu ter participado do cativeiro ao levar comida para a modelo e o filho dela.
Coxinha era motorista de Bruno e também integrava o "100%", time de várzea bancado pelo ex-goleiro do Flamengo. Ele teria acompanhado a ex-mulher de Bruno, Dayane Rodrigues, quando ela levou Bruninho do sítio para ser escondido, sob outro nome, em Ribeirão das Neves, também na região metropolitaba.















