Sem UTI móvel, menino deficiente fica "preso" 30 dias em hospital
Após reportagem, Prefeitura de Santa Luzia arcou com custos do transporte do garoto
Minas Gerais|Do R7 com Record Minas

Um menino que tem uma deficiência genética ficou 30 dias internado em um hospital de Belo Horizonte mesmo depois de receber alta. O problema aconteceu porque a Prefeitura de Santa Luzia, cidade ondemora, não tem uma UTI móvel para levá-lo para casa. Apenas depois de uma reportagem da Record Minas a prefeitura arcou com os custos do transporte do garoto para casa.
Gledson tem atrofia muscular e por isso fica o tempo todo ligado em sondas para conseguir respirar e se alimentar; uma delas fica ligada ao pescoço e outra ao peito. Ele não pode ser transportado por carro, nem por ambulância comum.
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Depois de ter uma crise e ser internado por dois dias o menino teve alta, mas a Prefeitura de Santa Luzia alegou não ter o veículo apropriado para levá-lo para a cidade na época, segundo a mãe de Gledson, Ana Paula Moraes. Ela contou ainda que Governo do Estado de Minas Gerais não fez o transporte porque a criança correria risco de morte, caso tivesse outra crise em Santa Luzia.
— Como o município não tem esse serviço, o Estado não quis trazer ele de volta.
O Governo de Minas disponibiliza o serviço de UTI móvel de segunda a sexta de 8h às 17h.
Mãe solteira, a mulher teve que sair do seu emprego como técnica em contabilidade porque não conseguia mais arcar com os custos de uma cuidadora que ficava no hospital com seu filho. Sem a ajuda da profissional, ela ficou confinada no hospital e sua filha ficou sozinha em casa.
Gledson já está em casa com a família.















