Minas Gerais Solto por engano, acusado de matar fisiculturista é julgado em BH 

Solto por engano, acusado de matar fisiculturista é julgado em BH 

Paulo Henrique da Rocha vai responder pelo assassinato da ex companheira Tereza Peres e de seu filho, Gabriel, em 2019

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7

Mãe e filho foram mortos em 2019

Mãe e filho foram mortos em 2019

Reprodução / Redes sociais

O homem acusado de matar a ex-namorada e o filho dela no meio da rua em Belo Horizonte, em julho de 2019, é julgado nesta terça-feira (31), no Fórum Lafayette. Acusado de homicídio triplamente qualificado, Paulo Henrique da Rocha foi solto por engano na semana passada, devido a um erro dos órgãos de Justiça, mas se entregou três dias depois, quando o caso foi revelado. 

O réu foi indiciado pela morte da ex-companheira, a fisiculturista Tereza Cristina Peres, de 44 anos, e do filho dela, Gabriel Peres Mendes, de 22. Mãe e filho voltavam de uma academia, no bairro Ipiranga, próximo à avenida Bernardo Vasconcelos, quando foram surpreendidos por Paulo e assassinados a tiros. O homem foi preso dois dias após o crime.

Tereza já havia registrado sete boletins de ocorrência contra o ex-companheiro e era acompanhada pela Patrulha de Violência Doméstica. Cinco meses antes de ser morta, a fisiculturista havia denunciado o ex-companheiro em entrevista à Record TV Minas, quando  contou que vivia um relacionamento conturbado e marcado por agressões.

Veja: “Matou como se fossem baratas”, diz irmão de fisiculturista morta

Quando decidiu terminar o relacionamento, Tereza ainda foi vítima de vingança. O ex teria criado perfis falsos na internet dizendo que a fisiculturista era garota de programa. Tereza relatou ter sido vítima de ameaça e difamação. Durante a entrevista, Tereza chorou várias vezes e confessou que tinha medo de ser morta pelo ex.

Liberação

A soltura de Paulo Henrique da Rocha não tem relação com esse crime, mas com um outro, cometido em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Mas a soltura não poderia ter sido realizada, já que ele estava preso preventivamente pela morte da fisiculturista e do filho dela.

A família de Tereza ficou sabendo da liberação do suspeito nesta quinta-feira (26). Os parentes das vítimas temem que, com a soltura de Rocha, as mortes da fisiculturista e do jovem acabem ficando impunes.

Em nota, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) declarou que a soltura de detentos é determinada pelo Poder Judiciário, sendo que o Depen (Departamento Penitenciário de Minas Gerais) apenas cumpre as ordens. Ainda de acordo com a pasta, não constava nenhum mandado de prisão em aberto no sistema no momento da soltura.

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