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Vale aciona protocolo de emergência em 2 diques em MG

Medida preventiva foi tomada pela empresa após análise das condições de segurança; diques estão localizados em Catas Altas e Barão de Cocais

Minas Gerais|Lucas Pavanelli, do R7

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Mina de Gongo Soco fica em Barão de Cocais
Mina de Gongo Soco fica em Barão de Cocais

A Vale acionou protocolo de emergência de nível 1 em dois diques localizados em complexos da mineradora em Minas Gerais. O dique Paracatu, localizado na mina Fazendão, em Catas Altas, a 120 km de Belo Horizonte, e o dique Patrimônio, na mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, distante cerca de 100 km da capital mineira.

O protocolo foi acionado nessas estruturas de forma preventiva, segundo a mineradora, após "acompanhamento contínuo das condições de segurança de suas estruturas geotécnicas". O protocolo de emergência de nível 1 não exige que moradores que vivam na ZAS (Zona de Autossalvamento), ou seja, próximos às estruturas, sejam retirados de suas casas.


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A Vale também informou que quatro barragens tiveram as DCEs (Declarações de Condição de Estabilidade) negadas. Todas as quatro também já tiveram o protocolo de emergência de nível 1 emitido anteriormente:

- Barragem Borrachuda II, Mina Cauê (Itabira);


- Barragem 6, Mina de Águas Claras (Nova Lima) 

- Barragem 7A, Mina de Águas Claras (Nova Lima)


- Área IX, Mina de Fábrica (Ouro Preto)

De acordo com a Vale, a prioridade da empresa é a "segurança das pessoas e comunidades a jusante de suas operações, assim como com a segurança de todas as suas estruturas".


Pedido de intevenção

O anúncio da Vale ocorre no momento em que o MPF (Ministério Público Federal) em Minas Gerais ajuiza uma ação civil pública pedindo intervenção judicial na Vale. Os procuradores de Justiça pedem o afastamento dos executivos responsáveis pela política de segurança da companhia.

A ação pede, ainda, a suspensão de pagamento de dividendos a acionistas, calculado em R$ 2 bilhões pela agência Fitch.

O MPF afirma que a mineradora precisa mudar sua cultura de prevenção a acidentes para evitar novos desastres como os rompimentos das barragens de Brumadinho, em 2019, e Mariana, em 2015.

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