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Carro com mais de 150 mil km vale a pena? Veja o que avaliar antes de fechar negócio

Carros mais rodados podem valer a pena se alguns cuidados forem tomados

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Mecânico faz o diagnóstico do sistema de escapamento Freepik/Divulgação

A quilometragem elevada ainda assusta muitos consumidores, mas um carro com mais de 150 mil quilômetros rodados não é necessariamente um mau negócio. Em muitos casos, um veículo bem cuidado pode oferecer mais confiabilidade do que outro com baixa quilometragem, porém negligenciado nas revisões. Seja em um Feirão de carros, nos classificados de internet ou nas lojas estes carros ainda estão ali e podem ser uma boa opção para orçamentos apertados. Mas como comprar um carro rodado assim? Vale a pena? O R7-Autos Carros desvenda o um bom passo a passo

Feirão AutoShow com carros usados e SUVs à venda. AutoShow/Divulgação

O segredo está em avaliar o estado geral do automóvel e, principalmente, seu histórico de manutenção. Isso poderá dizer muito sobre o futuro negócio.

Motorista mantém o limite de velocidade na pista Freepik/Divulgação

Primeiro é importante dizer: não se iluda. Um carro já com bons anos de estrada não será irretocável, impecável ou sem repinturas ou histórico de quebra.


Mecânico analisa veículo no elevador Freepik/Divulgação

No Brasil, um motorista percorre, em média, entre 10 mil e 12 mil quilômetros por ano. Isso significa que um automóvel com cerca de 12 ou 13 anos de uso naturalmente já deverá ter ultrapassado a marca dos 150 mil quilômetros. Portanto, essa quilometragem, por si só, não deve ser encarada como um problema, mas sim como uma consequência normal do tempo de utilização.


Suspensão é muito importante


Um dos primeiros pontos que merecem atenção é a suspensão. Nessa quilometragem, diversos componentes já podem apresentar desgaste, como amortecedores, buchas, bieletas, pivôs e terminais de direção. Durante um test-drive, é importante passar por pisos irregulares para identificar ruídos, rangidos ou batidas secas. Também vale observar se o carro mantém a trajetória em linha reta ou se tende a puxar para um dos lados, sinal que pode indicar problemas de alinhamento, suspensão ou até danos estruturais.

Mecânico começa a fazer a manutenção da suspensão Freepik/Divulgação

Os pneus sinalizam problemas

Os pneus também contam parte da história do veículo. Com mais de 150 mil quilômetros, é comum que o automóvel já esteja utilizando o terceiro ou até o quarto jogo de pneus. Desgastes irregulares podem indicar falhas na suspensão ou na geometria da direção. Por isso, não basta verificar apenas a profundidade dos sulcos: é importante analisar se o desgaste ocorre de maneira uniforme em toda a banda de rodagem.

Mecânico levando pneu para fazer a troca Freepik/Divulgação

Saúde do motor é o mais importante

A saúde do motor é outro aspecto fundamental. Solicite o histórico de revisões e procure comprovar se as trocas de óleo e filtros foram realizadas dentro dos prazos recomendados pelo fabricante. A ausência desse histórico aumenta o risco de desgaste prematuro de componentes internos. Mesmo que o antigo proprietário informe que a manutenção está em dia, uma boa prática é realizar imediatamente a troca de óleo e de todos os filtros após a compra, criando um novo ponto de partida para o plano de manutenção.

Mecânico analisa motor do carro Freepik/Divulgação

O funcionamento do motor também merece atenção durante a inspeção. Partidas difíceis, excesso de fumaça no escapamento, vazamentos de óleo, ruídos metálicos e funcionamento irregular em marcha lenta podem indicar problemas mais caros de resolver.

Observe com cuidado o interior do carro

O interior do veículo costuma revelar o cuidado que o antigo proprietário teve ao longo dos anos. Bancos excessivamente desgastados, volante muito polido, pedais gastos ou forros soltos podem indicar uso intenso ou falta de conservação. Aproveite também para testar todos os equipamentos elétricos e eletrônicos, como ar-condicionado, central multimídia, vidros, travas, retrovisores elétricos, iluminação, painel de instrumentos e comandos no volante. Em carros mais antigos, pequenos defeitos elétricos costumam aparecer com maior frequência.

Motorista dirige tranquilamente na estrada Freepik/Divulgação

Lataria de um carro rodado

A lataria também merece uma avaliação cuidadosa. Depois de mais de uma década de uso, é bastante provável que o veículo tenha recebido algum reparo de pintura ou até substituição de peças externas. Isso não significa necessariamente que ele sofreu um acidente grave, mas é importante verificar a qualidade desses serviços. Diferenças de tonalidade na pintura, desalinhamento entre portas, capô e para-lamas ou excesso de massa plástica podem indicar reparos mais profundos.

Promoção de carros usados em feirão de SP AutoShow/Divulgação

Faça um bom laudo cautelar antes de se decidir

Por fim, antes de fechar negócio, vale investir em um laudo cautelar completo. O procedimento verifica histórico de sinistros, estrutura, documentação, autenticidade dos sinais identificadores e possíveis restrições administrativas ou judiciais. Além disso, uma inspeção mecânica preventiva pode identificar o estado de componentes importantes como alternador, bateria, bomba d’água, radiador, sistema de arrefecimento e transmissão — especialmente nos modelos equipados com câmbio automático, cujo reparo costuma ter custo elevado.

Carro rodado é boa compra?

No fim das contas, um carro com mais de 150 mil quilômetros pode representar uma excelente compra quando apresenta manutenção comprovada e está em bom estado de conservação. Mais importante do que o número exibido no hodômetro é a forma como o veículo foi cuidado ao longo dos anos. Uma avaliação criteriosa antes da compra pode evitar gastos inesperados e garantir muitos quilômetros de uso com tranquilidade.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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