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Chevrolet prepara Tracker e Montana híbridos: motores já estão “saindo do forno”, diz executivo

GM investe R$ 10,5 bilhões no Brasil e deve começar sua eletrificação nacional com sistema híbrido leve de 48 volts associado ao motor 1.2 turbo flex

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Chevrolet Montana 2027 vermelha estacionada em SP Marcos Camargo Jr 20.11.2026

A General Motors está próxima do lançamento de seus primeiros veículos híbridos desenvolvidos para o mercado brasileiro. Em entrevista ao R7-Autos Carros, o vice-presidente da GM América do Sul, Fábio Rua, confirmou que os novos conjuntos mecânicos já estão “saindo do forno”, indicando que a etapa de desenvolvimento está avançada.


A fala de Fábio Rua corrobora o anúncio de Thomas Owsianski como presidente e diretor-geral da operação da companhia na América do Sul. O executivo disse durante o anúncio dos cinco milhões de veículos produzidos em Gravataí que os híbridos estão agora em processo final de homologação.

Chevrolet Tracker parado de frente no fundo branco Chevrolet/Divulgação

“Estamos no caminho para ampliar nosso portfólio com veículos híbridos, híbridos leves e PHEV. Em breve teremos estas novidades”, disse o presidente.


A GM ainda não revelou oficialmente quais modelos receberão a tecnologia primeiro nem estabeleceu uma data para o lançamento. No entanto, Tracker e Montana são os principais candidatos a inaugurar o sistema híbrido leve de 48 volts da Chevrolet no país.

Chevrolet Montana 2027 estacionada de ré em SP Marcos Camargo Jr 20.11.2026

Os dois veículos compartilham a plataforma GEM, utilizam o motor 1.2 turbo flex e são produzidos na fábrica de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, unidade que concentra parte importante dos investimentos destinados à eletrificação da marca.


Investimento chega a R`$ 10,5 bilhõesA chegada dos híbridos integra o plano de investimentos da GM para o Brasil entre 2024 e 2028. Inicialmente, a companhia anunciou R 3,5 bilhões ao programa, elevando o valor total para R$` 10,5 bilhões.

Chevrolet Sonic em testes na fábrica da GM Marcos Camargo Jr 07.04.2026

Do primeiro pacote, R`$ 5,5 bilhões foram destinados às operações da empresa no estado de São Paulo, incluindo o desenvolvimento de motores híbridos flex e a modernização das instalações industriais. A GM mantém fábricas em São Caetano do Sul, São José dos Campos e Mogi das Cruzes.


Chevrolet Tracker RS 2026 estacionada em Interlagos Marcos Camargo Jr. 19.01.2025

São Caetano do Sul produz atualmente Tracker, Montana e Spin. São José dos Campos concentra a fabricação da S10, da Trailblazer, de motores e de transmissões, enquanto Mogi das Cruzes fornece componentes estampados para as demais operações.A ampliação do investimento deverá financiar adaptações nas linhas de montagem, desenvolvimento de componentes, atualização de motores e preparação da cadeia de fornecedores para os novos sistemas eletrificados. Tracker e Montana devem ser os primeirosEmbora a Chevrolet ainda não tenha divulgado sua estratégia de produtos, Tracker e Montana aparecem como escolhas naturais para a estreia dos híbridos nacionais.Além de serem fabricados na unidade que receberá parte dos investimentos, os dois utilizam o mesmo motor 1.2 turbo flex de três cilindros e a transmissão automática de seis marchas. Isso permite dividir componentes, calibrações e processos industriais, reduzindo o custo de implantação da tecnologia.

Acabamento do painel da Chevrolet Montana 2027 Marcos Camargo Jr 20.11.2026

A GM trabalha inicialmente com uma arquitetura híbrida leve de 48 volts, conhecida pela sigla MHEV. O sistema seria associado ao motor 1.2 turbo flex da família CSS Prime.O propulsor atualizado utilizado atualmente nas versões superiores do Tracker desenvolve até 141 cv e 22,9 kgfm de torque. A Chevrolet, porém, ainda não confirmou a potência, o torque nem os dados de consumo do futuro conjunto híbrido.O sistema híbrido leve não movimenta o veículo exclusivamente com eletricidade, como ocorre em um híbrido convencional ou em um híbrido plug-in. Sua função é auxiliar o motor a combustão nas situações de maior esforço e recuperar parte da energia que normalmente seria perdida durante as desacelerações.

Dianteira da Chevrolet Montana 2027 Marcos Camargo Jr 20.11.2026

A solução deve combinar o motor 1.2 turbo flex com uma máquina elétrica de 48 volts, uma pequena bateria, um conversor de tensão e um sistema eletrônico de gerenciamento.Além da GM a Stellantis já usa sistema semelhante. Em modelos compactos a Fiat e Peugeot oferecem o sistema 12V chamado “T200 Hybrid” enquanto a Jeep oferece o sistema eletrificado 48V no Commander, Renegade e Compass.A máquina elétrica pode substituir o alternador e o motor de partida convencionais. Dependendo da arquitetura adotada pela GM, o componente poderá ser ligado ao motor por correia, formando um gerador de partida integrado, conhecido como BSG.A principal finalidade da arquitetura de 48 volts é reduzir o consumo de combustível e as emissões sem exigir uma bateria de grande capacidade ou alterações estruturais profundas no veículo.O ganho tende a ocorrer principalmente no trânsito urbano, onde há mais frenagens, partidas e retomadas. A assistência elétrica diminui o esforço do motor turbo justamente nas situações em que o consumo costuma ser maior.

A bateria de 48 volts é menor e mais barata do que a utilizada por um híbrido pleno. O sistema também dispensa tomada para recarga, porque a energia é recuperada durante o uso do próprio veículo.

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