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Com saída de Ghosn, Nissan perde no Japão mas acelera no Brasil

Apesar das polêmicas, montadora japonesa tem boas vendas no Brasil com o Kicks e planeja ofensiva de sedãs

Autos Carros|Do R7

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A Nissan vem enfrentando dias nebulosos nos últimos anos. A redução das vendas no âmbito mundial, especialmente no Japão, além das polêmicas envolvendo o ex-presidente da montadora, Carlos Ghosn, influenciaram no cenário negativo. O executivo foi preso pela primeira vez em 19 de novembro de 2018, sob acusação de sonegação fiscal. À época, foi demitido prontamente, mas ainda permaneceu por um tempo como presidente da Renault, o que já causou desconforto entre as duas empresas que têm uma aliança há 20 anos.

A redução das vendas no âmbito mundial, especialmente no Japão, além das polêmicas envolvendo o ex-presidente da montadora, Carlos Ghosn, influenciaram no cenário negativo.
A redução das vendas no âmbito mundial, especialmente no Japão, além das polêmicas envolvendo o ex-presidente da montadora, Carlos Ghosn, influenciaram no cenário negativo.

No Japão, Ghosn é considerado por muitos o principal articulador da recuperação da Nissan, que no fim dos anos 90 quase chegou à falência. Aqui, o executivo se destacou recuperando a Renault que quase desistiu das operações em solo brasileiro. Os resultados para a aliança vieram logo depois apesar das demissões e um longo processo de reestruturação. Mas tudo isso acabou quando vieram as acusações de sonegação fiscal que ainda não foram comprovadas.


No Japão, Ghosn é considerado por muitos o principal articulador da recuperação da Nissan
No Japão, Ghosn é considerado por muitos o principal articulador da recuperação da Nissan

Espaço reduzido

Segundo levantamento da consultoria Jato Dynamics, os emplacamentos globais da Nissan despencaram quase 50% de 2014 para cá, com a maior parte da queda registrada em 2019. Com esses números a Nissan precisou cortar 12.500 postos de trabalho pelo mundo. Isso levou a uma redução de 40% em relação ao valor de mercado da montadora. Nos Estados Unidos, a Nissan é a terceira marca japonesa em vendas mas desde agosto os números caíram bastante e a marca saiu de 7,7% de participação em 2019 para 7,1% em 2019. Em 2016 chegou a 8,1% de market share.


Apesar dos números globais serem negativos, no Brasil a Renault e Nissan vão bem.
Apesar dos números globais serem negativos, no Brasil a Renault e Nissan vão bem.

Apesar dos números globais serem negativos, no Brasil a Renault e Nissan vão bem. Em 2019, a Renault pulou da quinta para quarta posição entre as montadoras que mais venderam carros com 239.129 unidades comercializadas. Com estratégia de manter dois SUVs em linha (Duster e Captur), emplacar o subcompacto Kwid e manter o Sandero e Logan, a Renault ultrapassou a Ford. Enquanto isso a Nissan ficou na 10ª posição com 96.037 unidades comercializadas no mercado brasileiro. O Kicks é o responsável pelos bons números da marca japonesa por aqui.

O Kicks é o responsável pelos bons números da marca japonesa por aqui.
O Kicks é o responsável pelos bons números da marca japonesa por aqui.

Futuro


A Nissan vai lançar dois carros importantes para o mercado nacional. O primeiro é o sedã Versa que estreia sua segunda geração e virá disputar espaço com Chevrolet Onix, Volkswagen Virtus entre outros três volumes com tecnologia e uma possível nova motorização 1.0 turbo ou até uma versão híbrida. O novo Nissan Sentra também já está confirmado, inclusive no Brasil, e há novidades no segmento de comerciais leves com as pickups Frontier e Titan (exclusiva para os Estados Unidos). Se por um lado escândalos e carros desatualizados fizeram parte do passado recente, a Nissan trabalha para reverter esse quadro. Pelo menos no mercado brasileiro os resultados tem sido satisfatórios.

*Com a colaboração de Guilherme Magna

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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