Dos tempos do Fusca ao Gol: os carros que marcaram os anos dos títulos mundiais do Brasil
Quando Pelé e Garrincha levaram o Brasil ao primeiro título mundial, na Suécia, a indústria automotiva brasileira ainda engatinhava

Cada conquista da Seleção Brasileira em Copas do Mundo coincidiu com momentos importantes da indústria automobilística nacional.
Entre a era dos primeiros carros produzidos no país e a consolidação dos modelos populares modernos, os anos dos cinco títulos mundiais também ficaram marcados por veículos que ajudaram a moldar a história do automóvel no Brasil.
1958: o primeiro título e o sedã Belcar da DKW
Quando Pelé e Garrincha levaram o Brasil ao primeiro título mundial, na Suécia, a indústria automotiva brasileira ainda engatinhava. O grande símbolo daquele período ainda não era o Volkswagen Fusca, que seria nacionalizado em 1959.

O DKW Belcar, a versão sedã do compacto, começava a ser produzida aqui em 1958. Depois do sucesso da perua Vemaguet, o sedã representava no nome Belcar a junção das palavras “beautiful car” (carro bonito).
O motor de três cilindros com dois tempos fez sucesso no Brasil junto com a seleção e teve, ao longo de 9 anos, 51 mil unidades produzidas.
1962: o bicampeonato e a chegada do Gordini
Na Copa do Chile, o Brasil conquistou o bicampeonato mundial e o mercado nacional recebia um dos carros mais famosos da história: o Willys Gordini.

Produzido sob licença da Renault, o compacto surgiu em 1962 com motor de 40 cv e câmbio de quatro marchas. Pequeno, econômico e relativamente moderno para a época, o modelo rapidamente conquistou o público brasileiro e se transformou em um ícone dos anos 1960.

Vale lembrar que o Gordini era uma versão aprimorada do Renault Dauphine, lançado em 1959, que também fez sucesso por aqui.
1970: o tricampeonato e a ascensão do Dodge Charger R/T
No ano do tricampeonato no México, o Chevrolet Opala já era uma das grandes novidades da indústria nacional. Mas ele já havia estreado há quase dois anos. O carro lançado em novembro de 1970 era o Dodge Charger R/T.

Alinhado com o modelo homônimo nos Estados Unidos, era a versão esportiva do Dodge Dart, que chegou um ano antes.

O motor V8 5,2 litros e a potência ampliada para 215 cv e 42,3 kgfm de torque embalaram as novas gerações naquela época.
1994: o tetra e o nascimento do Chevrolet Corsa
Após 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, o Brasil voltou ao topo nos Estados Unidos. Naquele mesmo ano chegava um dos carros mais modernos da indústria brasileira: o Chevrolet Corsa, que aposentou o Chevette e estabeleceu um novo patamar de carro compacto.

Produzido em São Caetano do Sul, o hatch inaugurou uma nova geração de compactos no país, trazendo injeção eletrônica, melhor acabamento e um nível de conforto superior aos concorrentes.

O Corsa rapidamente se transformou em fenômeno de vendas e ajudou a popularizar tecnologias que mais tarde se tornariam padrão no segmento.
2002: o penta e a era do Volkswagen Gol G3
No ano do pentacampeonato, conquistado na Coreia do Sul e no Japão, o carro mais vendido do Brasil era o Volkswagen Gol G3. Não era uma estreia, mas em 2002 o Gol ganhou versão especial da Copa e celebrava seus 15 anos de liderança nas vendas.

A terceira geração do hatch havia sido lançada em 1999 e representava uma evolução importante em relação ao Gol “bolinha”. O modelo dominava o mercado nacional e se consolidava como o automóvel mais popular do país.
Os carros de cada título da Seleção:
• 1958 – Volkswagen Fusca e os primeiros Simca nacionais;
• 1962 – Willys Gordini e Aero Willys 2600;
• 1970 – Chevrolet Opala e Ford Corcel;
• 1994 – Chevrolet Corsa e Fiat Uno Mille Electronic;
• 2002 – Volkswagen Gol G3, Fiat Palio e Chevrolet Celta.
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