Gangue dos quebra-vidros: veja lições para não perder o celular no trânsito de SP
Prevenir é melhor para evitar grandes prejuízos com o aparelho, o veículo e eventuais problemas com dados pessoais
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Criminosos que quebram o vidro do carro para roubar celulares voltaram a agir com frequência em São Paulo, principalmente em cruzamentos com trânsito lento ou paradas em semáforos. A ação dura poucos segundos e costuma ocorrer quando o motorista está distraído usando o aparelho.
Em que pese o esforço das autoridades, como a Polícia Militar, que nos últimos dias fez uma ação que resultou na prisão de 33 pessoas no centro de São Paulo, os motoristas e quem anda de carro também precisam se defender.
O golpe é direto: o suspeito se aproxima pelo lado do passageiro, quebra o vidro com um objeto pontiagudo e leva o celular que está no painel, no suporte ou nas mãos do condutor. Em muitos casos, a fuga é feita a pé ou com apoio de moto.
E, com o celular destravado, além do prejuízo do aparelho, também há risco de vazamento de dados pessoais, acesso à conta bancária e inúmeros prejuízos.
A dinâmica do crime tem um ponto em comum: o alvo é a distração. Por isso, a prevenção depende mais de comportamento do que de tecnologia. Como evitar? O R7-Autos Carros lista algumas atitudes que podem dificultar a ação dos criminosos.
Onde o risco de ser a vítima é maior na “gangue dos quebra-vidros”?
As ocorrências se concentram em áreas de grande fluxo e paradas frequentes: Semáforos longos e avenidas com congestionamento, entradas e saídas de túneis e cruzamentos próximos a comunidades ou vias de fuga rápida.
Evite o uso do celular parado no trânsito
Mesmo em semáforos, o uso do aparelho chama atenção. Prefira comandos de voz ou configure o trajeto antes de sair. Se usar cabo, utilize os mais longos que permitam colocar o aparelho no porta-luvas ou no console.
Não deixe o celular exposto
Jamais deixe o aparelho exposto. Suportes no para-brisa ou painel facilitam o “ataque rápido”. Se precisar usar GPS, opte por posicionamento discreto. Em locais como o centro de São Paulo, a indicação é não utilizar.
Se já souber o caminho, opte até mesmo por não espelhar o celular na multimídia, deixando na tela outras informações como música, comandos de ar-condicionado ou outros que não indiquem o uso do aparelho pareado.
Mantenha os vidros fechados
Principalmente à noite ou em congestionamentos. O ar-condicionado ajuda a manter o ambiente seguro. Da mesma forma, usar películas antivandalismo pode ajudar e muito a conter a ação de um bandido. Mas é preciso ficar atento ao grau de proteção. Há muitas películas vendidas como “antivandalismo” que não oferecem proteção extra.
Antecipe o movimento do semáforo
Observe o fluxo ao redor. Se perceber aproximação suspeita, mantenha distância do carro à frente para ter rota de escape. O ideal é parar longe do carro da frente. Se houver muito trânsito, desconecte o celular, deixe-o guardado e jamais exposto. Da mesma forma valem as dicas de evitar relógios e anéis ou objetos de valor visíveis da parte externa como bolsas e mochilas.
Evite ficar “encaixotado” e fuja de rotas de assalto
Deixar espaço lateral e frontal permite reagir rapidamente, se necessário. Mas isso só vale à noite quando há menos trânsito. Evite rotas de assalto comuns. Em São Paulo, são trechos da região Central, como Baixada do Glicério, Rangel Pestana, Amaral Gurgel, Avenidas Rio Branco e entorno da Santa Ifigênia e Campos Elíseos, Av. da Liberdade, Francisco Matarazzo, corredor Norte-Sul e Leste-Oeste, além de avenidas congestionadas como Radial Leste e Washington Luís.
Fique atento ao retrovisor
Motos e pedestres se aproximando rapidamente podem indicar risco. Lembre-se do vidro fechado, portas com travamento automático acionadas e, se possível, até mesmo desconectar o celular da multimídia, especialmente se já conhecer o trecho em questão.
Como medida extra, vale a pena sempre manter os dados de aplicativos sob proteção, backup de sistema, ferramentas de criptografia e senhas diferentes, especialmente números para destravar aplicativos de mensagem. Ative proteções como biometria e verifique no banco se há algum tipo de seguro contra acesso de celular em caso de roubo.
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