Nissan anuncia prejuízo bilionário mas vê recuperação para os próximos meses
Com plano de reestruturação, marca japonesa quer voltar aos bons tempos

A Nissan vive um dos momentos mais delicados de sua história recente. A montadora japonesa confirmou um prejuízo de 533 bilhões de ienes — cerca de US 17 bilhões — no balanço do último ano fiscal encerrado em março de 2026. O resultado negativo ocorre em meio à queda nas vendas globais, aumento de custos operacionais, pressão das fabricantes chinesas e impacto das tarifas internacionais.Até 2027 a Nissan quer alcançar os 3,3 milhões de veículos vendidos, crescimento de 4,7% sobre o último balanço. Parece pouco mas já seria um período de transição rumo a uma recuperação mais forte. A esperança é de chegar a 2027 com lucro de 200 milhões de ienes ou R$` 620 milhões em valores convertidos.

Apesar do cenário ainda complicado, a empresa tenta mostrar ao mercado que o processo de recuperação já começou. Sob o comando do novo CEO, Ivan Espinosa, a Nissan iniciou uma reestruturação global agressiva que envolve fechamento de fábricas, redução de empregos, simplificação da gama de produtos e cortes profundos de custos.Segundo os dados divulgados pela fabricante, o prejuízo anual foi menor do que o registrado no período anterior, quando as perdas superaram 670 bilhões de ienes. Ainda assim, a situação segue considerada crítica internamente. A própria empresa classificou os resultados como um “alerta” sobre a necessidade urgente de mudanças estruturais. Nissan vai fechar fábricas e cortar 20 mil empregosComo parte do plano de sobrevivência, a Nissan confirmou o fechamento de sete unidades produtivas no mundo e a eliminação de aproximadamente 20 mil postos de trabalho. O número inclui cortes já anunciados anteriormente e novos desligamentos revelados agora. A fabricante pretende reduzir sua estrutura global de 17 para 10 fábricas nos próximos anos.

Além disso, a montadora japonesa quer reduzir drasticamente a complexidade de sua linha de veículos. A meta é enxugar o portfólio global de 56 para 45 modelos, concentrando investimentos em produtos mais rentáveis e em segmentos estratégicos.A Nissan também enfrenta dificuldades em mercados considerados essenciais para sua operação global. Na China, as vendas seguem pressionadas pela forte expansão de marcas locais de veículos elétricos e híbridos. Já nos Estados Unidos, a empresa sofre com aumento de custos, margens reduzidas e impactos tarifários bilionários.
Nova geração de produtos e eletrificação entram no planoMesmo com as perdas bilionárias, a Nissan tenta sinalizar uma retomada baseada em novos produtos, eletrificação e tecnologias conectadas. A empresa afirma que prepara lançamentos globais para acelerar a recuperação da rentabilidade nos próximos ciclos.
Entre as apostas estão novos híbridos, ampliação da linha elétrica e projetos ligados à condução autônoma. A marca também indicou interesse em parcerias estratégicas para compartilhar plataformas e aumentar a eficiência industrial. Uma das possibilidades avaliadas inclui fabricar veículos de outras marcas em suas fábricas europeias subutilizadas.

No Reino Unido, por exemplo, a Nissan admite estudar acordos para produzir modelos de fabricantes chinesas na planta de Sunderland, movimento que mostra como a indústria global passa por um forte processo de reorganização diante do avanço das montadoras da China. Nissan acredita em volta ao lucro em 2027Apesar do prejuízo atual, a montadora japonesa projeta voltar ao azul no próximo ciclo fiscal. A expectativa da companhia é encerrar o ano fiscal de março de 2027 com lucro líquido de cerca de 20 bilhões de ienes, equivalente a aproximadamente US`$ 127 milhões ou R$ 635 milhões.
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