Novo BMW X5 surge nos EUA e pode ser gasolina, elétrico, híbrido ou hidrogênio
SUV médio ganha nova geração G95 que será feita nos EUA: aqui deve estrear no próximo ano

A BMW prepara uma das estratégias mais abrangentes de sua história para a próxima geração do X5. Sucesso na Europa e nos Estados Unidos onde é produzida na planta de Spartanburg, o SUV, que é um dos modelos mais importantes da fabricante alemã em vendas globais, seguirá disponível com motores a combustão, sistemas híbridos leves, versões híbridas plug-in e até uma inédita configuração movida a hidrogênio, ampliando a oferta para diferentes mercados e necessidades de uso.

Essa estratégia ilustra bem onde a BMW quer chegar com a plataforma multienergia Neue Klasse.

Enquanto concorrentes aceleram a migração total para os elétricos, a BMW mantém uma estratégia multienergia, permitindo que clientes escolham entre gasolina, eletrificação parcial, recarga externa ou células de combustível de hidrogênio. Mas quais são as novidades da nova geração do X5?Motor a gasolina também é parte da estratégiaBaseado na nova arquitetura Neue Klasse, o próximo X5 deverá preservar motores seis cilindros em mercados selecionados. As versões convencionais continuarão utilizando sistemas híbridos leves de 48 volts para reduzir consumo e emissões sem alterar a experiência tradicional de condução que marcou o modelo ao longo das últimas décadas.

Ainda não estão claros quais serão os motores disponíveis mas o 3,0 litros seis cilindros em linha seguirá oferecido. Na versão X5 50e xDrive haverá um PHEV que soma 489 cv.E acima dela a versão M60e xDrive deverá ter 612 cv e torque de 800 Nm.

O projeto mais ambicioso, porém, está no hidrogênio. A BMW confirmou que o futuro X5 servirá de base para a produção em pequena escala do iX5 Hydrogen, equipado com células de combustível desenvolvidas em parceria com a Toyota. O sistema converte hidrogênio em eletricidade para alimentar um motor elétrico, emitindo apenas vapor d’água durante o funcionamento.

A solução busca atender mercados onde a infraestrutura de recarga elétrica ainda é limitada, mas existe potencial para abastecimento com hidrogênio. O reabastecimento leva poucos minutos, aproximando-se da experiência dos veículos convencionais, enquanto a autonomia permanece semelhante à de um automóvel movido a combustão.

Com essa estratégia, a BMW pretende manter o X5 como um produto global e adaptável às diferentes exigências regulatórias. Em vez de abandonar os motores tradicionais, a fabricante alemã aposta na coexistência de múltiplas tecnologias, oferecendo ao consumidor a possibilidade de escolher entre gasolina, eletrificação parcial, recarga plug-in ou hidrogênio dentro de uma mesma família de veículos.
A nova geração do X5 deverá chegar ao mercado internacional a partir de 2027 e simboliza a visão da BMW para a transição energética. Ainda é cedo para afirmar quando esta nova geração chega ao mercado brasileiro. Mas ela chegará e diante dos últimos passos da BMW deverá ser uma atualização bem rápida. A planta de Araquari em Santa Catarina pode receber a plataforma Neue Klasse para iniciar a transição para os novos modelos o que poderia começar com o próprio X5.
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