Royal Enfield reduz até 34% do preço das revisões e quer o quinto lugar no mercado
Novo plano de revisões entra em vigor para motos novas e diminui o número de paradas obrigatórias nos 3 primeiros anos de uso
A Royal Enfield anunciou uma atualização no plano de revisões de suas motocicletas comercializadas no Brasil. A nova política de manutenção passa a valer para todas as motocicletas zero-quilômetro entregues a partir de 27 de julho de 2026 e altera tanto os intervalos das revisões quanto os custos do programa de manutenção.

De olho no crescimento da marca, o R7-Autos Carros participou de uma coletiva on-line promovida pela Royal Enfield com a participação de Gabriel Patini, diretor executivo da Royal Enfield na América Latina.

“Foi a subsidiária que mais cresceu, Índia e Brasil foram os mercados que mais cresceram. E muitos do nossos problemas e questões junto aos concessionários foi o custo de peças e manutenção. Foi designado um grupo de engenharia para acompanhar extensos testes na Índia e Inglaterra e mais recentemente conseguimos uma validação e readequação incluindo até os painéis das motos para o aviso dentro dos novos prazos”, disse Patini.
Primeira revisão com mais prazo

Segundo a fabricante, a principal mudança está na primeira revisão. Antes prevista para ocorrer aos 500 quilômetros ou 45 dias, ela passa a ser realizada aos 1.000 quilômetros ou seis meses, prevalecendo o que acontecer primeiro. A alteração amplia o prazo para o primeiro retorno à concessionária e reduz a frequência de revisões durante os primeiros anos de utilização.

Com o novo cronograma, o número de revisões programadas nos três primeiros anos de uso cai de sete para seis, período que corresponde à cobertura da garantia oferecida pela marca para motocicletas zero-quilômetro, sem limite de quilometragem.
“Essa mudança de política da primeira revisão reflete a qualidade dos produtos da marca. Vemos hoje que talvez não seja mais necessário (uma revisão logo aos primeiros 500 quilômetros)”, disse Patini.

Redução no custo de manutenção
Além da mudança no calendário de revisões, a Royal Enfield informou que revisou a composição dos serviços executados, as horas de mão de obra da primeira revisão e o plano de substituição de componentes e lubrificantes.
Como resultado, o custo acumulado das revisões programadas foi reduzido em praticamente toda a linha de motocicletas vendida no Brasil.

A maior redução ocorre nos modelos Super Meteor 650, Shotgun 650 e Classic 650, que passam a registrar queda de até 34% no valor total das revisões previstas no programa de preço fixo da fabricante.
A família equipada com o motor de 450 cm³ de refrigeração líquida e 40 cv, formada pelas Himalayan 450 e Guerrilla 450, também recebeu redução nos custos de manutenção, embora a marca ainda não tenha divulgado os percentuais para todos os modelos.
Estratégia busca reduzir custo de propriedade
A atualização faz parte da estratégia da Royal Enfield para reduzir o custo de propriedade de suas motocicletas no mercado brasileiro.
Além da diminuição dos gastos com manutenção periódica, a fabricante afirma que o novo plano busca adequar os intervalos de revisão ao perfil de utilização dos proprietários, sem alterar os critérios técnicos relacionados à garantia, à segurança e à confiabilidade dos modelos.

Segundo a empresa, as mudanças foram definidas após avaliações da área de engenharia e também a partir do retorno recebido da rede de concessionárias e dos próprios clientes.
Mercado de médias cilindradas cresce no Brasil
A revisão da política de pós-venda ocorre em um momento de expansão da Royal Enfield no mercado brasileiro. A marca vem ampliando sua rede de concessionárias e renovando sua linha de produtos com a chegada de novos modelos de média cilindrada, como a Himalayan 450, Guerrilla 450, Shotgun 650 e Classic 650.

Nos últimos anos, a fabricante consolidou sua atuação no segmento de motocicletas entre 350 cm³ e 650 cm³, onde concorre com marcas como Honda, Yamaha, Triumph e Kawasaki. Nesse cenário, o custo de manutenção passou a ser um dos fatores considerados pelos consumidores na comparação entre os diferentes modelos disponíveis no mercado.
Com a nova política de revisões, a Royal Enfield busca tornar o custo de utilização de suas motocicletas mais previsível ao longo dos primeiros anos de uso, reduzindo o valor desembolsado pelos proprietários e ampliando o intervalo entre as manutenções programadas.

A Royal Enfield também busca ampliar seu portfólio e estuda o desenvolvimento de motos com motor flex. O R7 questionou Patini sobre essas possibilidade. O executivo disse que a marca sempre vai adequar seus produtos ao combustível regular de cada país. E acrescentou:

“Estudamos sim adoção de uma moto com sistema flex no Brasil. Na Índia existe um plano de adoção de combustível até E85 em um plano gradual de adição de etanol. Mas ainda não temos uma definição sobre o mercado brasileiro”, disse.
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