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Novo Mercedes-Benz GLA chega elétrico e terá versões híbridas

Terceira geração cresce, adota plataforma de 800 volts e substitui também o EQA

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Novo Mercedes-Benz GLA na estrada Mercedes-Benz/Divulgação

A Mercedes-Benz apresentou na Europa a terceira geração do GLA, seu SUV compacto de entrada e um dos veículos mais estratégicos da gama. Já produzido no Brasil no passado quando fez sucesso, o SUV muda profundamente de arquitetura, tecnologia e posicionamento: estreia inicialmente como elétrico, com três opções de potência, enquanto as versões com motor a combustão eletrificado chegam no início de 2027.

Lanterna do Mercedes-Benz GLA Mercedes-Benz/Divulgação

A mudança também reorganiza a linha da fabricante alemã. O novo GLA passa a ocupar simultaneamente o espaço do atual GLA e do elétrico EQA. Em vez de manter uma família separada com a sigla EQ, a Mercedes volta a concentrar diferentes tipos de motorização sob o mesmo nome. A mudança também chega em um momento de renovação para toda a gama da Mercedes Benz ainda em busca do sucesso quando o assunto é veículo elétrico.


Na prática, o consumidor europeu poderá escolher entre o GLA elétrico e configurações híbridas leves a gasolina. Até o momento, não há confirmação de uma versão puramente a combustão, sem qualquer assistência elétrica. As opções térmicas utilizarão um sistema de 48 volts capaz de movimentar o carro apenas com eletricidade em situações específicas.


Novo GLA começa elétrico

A gama europeia começa com o GLA 200, equipado com um motor elétrico traseiro de 224 cv e bateria de 58 kWh, do tipo LFP. Acima dele aparece o GLA 250+, com 272 cv e bateria de 85 kWh.


Grade frontal do Mercedes-Benz GLA Mercedes-Benz/Divulgação

A versão mais potente inicialmente será o GLA 350 4Matic, que utiliza dois motores, tração integral e entrega 354 cv. Segundo dados divulgados na Europa, essa configuração acelera de zero a 100 km/h em 5,4 segundos.

Traseira do Mercedes-Benz GLA Mercedes-Benz/Divulgação

As versões GLA 250+ e GLA 350 4Matic utilizam a bateria maior, de 85 kWh. A autonomia máxima anunciada chega a 657 km pelo ciclo europeu WLTP, embora o alcance final varie conforme versão, rodas e equipamentos.


Painel do Novo Mercedes-Benz GLA Mercedes-Benz/Divulgação

Um dos principais avanços está na arquitetura elétrica de 800 volts. O sistema aceita recargas rápidas de até 320 kW em corrente contínua. De acordo com a Mercedes, uma parada de dez minutos pode recuperar energia suficiente para aproximadamente 270 km de autonomia. Um carregador interno de 22 kW para corrente alternada será oferecido como opcional.

Porta-malas do Novo Mercedes-Benz GLA Mercedes-Benz/Divulgação

Existe, porém, uma particularidade: para utilizar determinados carregadores rápidos de 400 volts, o proprietário precisará encomendar um conversor de tensão oferecido como opcional.

Versões híbridas? Em 2027

A partir do início de 2027, o GLA receberá as versões equipadas com motor 1.5 turbo de quatro cilindros. O propulsor será associado a um motor elétrico de 30 cv integrado ao câmbio automatizado de dupla embreagem e oito marchas.

Banco traseiro do Novo Mercedes-Benz GLA Mercedes-Benz/Divulgação

O sistema trabalha com uma bateria de 48 volts e 1,3 kWh. Embora seja classificado como híbrido leve, o conjunto permite que o SUV arranque e percorra pequenas distâncias sem ligar o motor a gasolina.

interior do Mercedes-Benz GLA Mercedes-Benz/Divulgação

Na Europa, são esperadas inicialmente configurações com aproximadamente 163 cv e 190 cv, disponíveis com tração dianteira ou integral 4Matic. Portanto, o novo GLA continuará tendo motor a combustão, mas todas as opções apresentadas até agora contarão com algum nível de eletrificação.

Plataforma criada para elétricos

O novo GLA utiliza a arquitetura MMA, sigla para Mercedes Modular Architecture. A mesma base sustenta os novos CLA e GLB e foi desenvolvida com prioridade para veículos elétricos, embora também aceite conjuntos híbridos.

Dianteira do Mercedes-Benz GLA Mercedes-Benz/Divulgação

Essa diferença é importante em relação ao EQA atual. O SUV elétrico vendido até agora deriva de uma plataforma originalmente desenvolvida para veículos a combustão. No novo modelo, bateria, motores, sistema de recarga e distribuição dos componentes foram integrados desde o começo do projeto.

Além de melhorar a eficiência, a solução abriu espaço para um compartimento dianteiro de 107 litros nas versões elétricas. O local pode acomodar cabos de recarga, malas pequenas e outros objetos.

Maior e com mais espaço interno

Dependendo da metodologia utilizada pela publicação europeia, o novo GLA aparece com comprimento entre 4,47 m e aproximadamente 4,50 m. E isso quer dizer que ele cresceu e tem o tamanho de um SUV médio. A carroceria ficou cerca de 6 cm mais longa e a distância entre-eixos aumentou aproximadamente 6 cm, beneficiando principalmente os passageiros do banco traseiro.

Ao mesmo tempo, a altura foi reduzida para cerca de 1,59 m. A proposta é manter a posição de dirigir elevada, mas com uma carroceria mais baixa e aerodinâmica.

O porta-malas oferece aproximadamente 410 litros, podendo chegar a 1.400 litros com os bancos traseiros rebatidos. Nas versões elétricas, há ainda o compartimento dianteiro adicional.

Design aproxima GLA do GLC

Embora mantenha o formato geral conhecido, o novo GLA adota uma dianteira mais vertical e próxima da apresentada pelo GLC. A versão elétrica recebe um painel frontal fechado, com centenas de pequenos elementos gráficos e iluminação por LEDs.

Nas configurações híbridas, a superfície fechada dá lugar a uma grade funcional, necessária para a refrigeração do motor. O contorno iluminado, no entanto, poderá ser mantido.

Os faróis recebem elementos em formato de estrela, desenho repetido nas lanternas traseiras. As rodas terão entre 18 e 20 polegadas, enquanto as maçanetas embutidas ajudam a reduzir a resistência aerodinâmica.

Interior terá até três telas

A cabine segue a arquitetura introduzida nos lançamentos mais recentes da Mercedes-Benz. O painel poderá receber o sistema MBUX Superscreen, formado pelo quadro de instrumentos de 10,25 polegadas e duas telas de 14 polegadas — uma central e outra destinada ao passageiro.

Quando a terceira tela não for encomendada, o espaço diante do passageiro recebe um painel decorativo com estrelas iluminadas.

O sistema multimídia utiliza o novo sistema operacional MB.OS, com navegação baseada no Google Maps e assistente de voz conectado a diferentes plataformas de inteligência artificial, como ChatGPT e Google Gemini.

Preços na Europa

Na Alemanha, o GLA 200 elétrico parte de € 48.600. O GLA 250+ começa em € 54.978, enquanto o GLA 350 4Matic custa a partir de aproximadamente € 58.100. São preços que correspondem a R$ 321 mil e R$ 341 mil em valores convertidos.

As encomendas começam no fim de julho e as primeiras entregas europeias estão previstas para o segundo semestre de 2026, com início mais amplo da comercialização no último trimestre. Os valores e datas das versões híbridas ainda não foram anunciados.

GLA viveu período importante no Brasil

O GLA tem uma relação relevante com o mercado brasileiro. A primeira geração chegou importada em 2014 e rapidamente se tornou um dos principais produtos da Mercedes-Benz no país.

Somente no primeiro semestre de 2015, o SUV registrou 1.880 unidades emplacadas. Naquele período, a Mercedes vendeu 7.513 automóveis no Brasil e alcançou participação de 33,3% entre as marcas premium.

O desempenho ajudou a justificar a produção nacional. Em setembro de 2016, o GLA começou a ser fabricado em Iracemápolis, no interior de São Paulo, cinco meses após a inauguração oficial da unidade.

O modelo dividia a linha de montagem com o Classe C. A fábrica também marcou uma inovação industrial dentro do grupo: pela primeira vez, uma planta da Mercedes produzia veículos de tração dianteira e traseira na mesma linha.

O GLA nacional teve um papel central na estratégia de expansão da marca no segmento premium. Em 2019, ele e o Classe C, ambos fabricados em Iracemápolis, continuavam entre os três automóveis mais vendidos da Mercedes no país.

A fábrica, porém, teve vida curta. A Mercedes encerrou a produção brasileira de automóveis e passou a abastecer o mercado somente com veículos importados. A unidade de Iracemápolis foi posteriormente vendida à GWM.

A Mercedes-Benz ainda não confirmou a terceira geração do GLA para o mercado brasileiro. No entanto, por se tratar do modelo de acesso à linha de SUVs e de um nome historicamente relevante para a operação nacional, sua importação é provável.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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