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Stellantis confirma novos SUVs, picapes e pode produzir Dongfeng no Brasil

Herlander Zola diz que nova parceria com a Dongfeng vai contemplar novos produtos também no Brasil

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Stellantis confirma parceria com a Dongfeng para novos produtos no Brasil, incluindo SUVs e picapes.
  • Investimento de R$ 32 bilhões está mantido, com foco em renovação de modelos Fiat e picapes.
  • Estratégia global FastLane2030 visa unificação de plataformas e rápida introdução de novos produtos no Brasil.
  • Herlander Zola destaca desafios da transição energética e impactos do fim da escala 6x1 na competitividade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Veículo na linha de montagem

Durante o Anfavea Visions, evento que acontece hoje e amanhã em São Paulo, a presença de CEOs e presidentes de montadoras vem chamando a atenção pelo tom de estratégia para reagir a um movimento de chegada de novas marcas.

O presidente da Stellantis América do Sul, Herlander Zola, disse que a parceria global da companhia com a chinesa Dongfeng irá contemplar o Brasil e também falou sobre novos produtos das marcas Fiat, Jeep, RAM, Peugeot e Citroën ao R7-Autos Carros.


Fábrica stellantis em Goiana/PE

Zola adiantou que a parceria e o processo de investimento de R$ 32 bilhões estão preservados, mas a Stellantis vai fazer algumas mudanças de foco em função das aceleradas transformações no setor e um cenário cada vez mais competitivo.

“Temos que garantir a competitividade. Temos duas grandes fortalezas com modelos de entrada, renovando modelos Fiat, mas não apenas de Fiat. Temos como segundo pilar a renovação de picapes para garantir relevância onde hoje os chineses são menos relevantes”, disse.


Fábrica stellantis em Goiana/PE

Zola trouxe mais detalhes de que os novos SUVs e produtos compactos são pensados de forma global e estarão no Brasil o mais rápido possível. A fala do executivo se encaixa com a estratégia global FastLane2030, que propõe a unificação de plataformas para as linhas Fiat, o que inclui o Brasil.

Na Europa, a linha Grisszly dará origem a um SUV e um fastback que vão suceder produtos como o Pulse e o próprio fastback, e, no fim da década, dará origem a uma picape compacta.


Dongfeng no Brasil com a Stellantis

“E o terceiro pilar são dois SUVs. A primeira é o Avenger, que é um pilar, e, como a gente destacou, temos parcerias que iremos explorar. É o caso da Leapmotor, cada vez mais relevante, com novos produtos ainda esse ano, associado ao movimento de SUVs e à parceria da Dongfeng, que temos em escala global”, adiantou Zola.

Voyah, divisão de luxo da Dongfeng na China Dongfeng/Divulgação

A fala de Herlander Zola completa a estratégia da própria Dongfeng, que pretende vir ao Brasil de forma independente. A marca já confirmou presença no Festival Interlagos, por exemplo, e deve chegar com cinco novos produtos.


Mas a atuação com a Stellantis se dará no desenvolvimento de novos produtos, especialmente para as linhas PEUGEOT, Citroën e Jeep.

Voyah, divisão de luxo da Dongfeng na China Dongfeng/Divulgação

“Para sermos competitivos, uma coisa é clara: o timing tem que ser diferente, mais rápido nos desenvolvimentos locais”, disse o executivo da Stellantis. Zola disse que a Dongfeng

Herlander Zola, CEO do grupo Stellantis

Dongfeng é parceria global da Stellantis, e essa joint venture começa com a estreia da marca Voyah na Europa. A Dongfeng vai produzir na fábrica da Stellantis em Rennes, na França, os veículos da divisão de luxo. Mas a parceria que parecia ser apenas na Europa, pelo visto, estará no Brasil.

Leapmotor C10 verde estacionado em SP

“Sob o ponto de vista de desenvolvimento de produtos, entendemos que, se existir a competitividade adequada, poderemos trazer estes veículos (Dongfeng) para o Brasil. São projetos globais, mas nada específico para o mercado brasileiro”, emendou.

Fim da escala 6x1 e impactos na produtividade

O executivo também comentou que o cenário da transição energética e da adaptação do Brasil não é fácil. Quanto questionado sobre o fim da escala 6x1 em votação no Senado, Zola foi taxativo. “Sobre o custo produtivo, isso piora a competitividade. As horas trabalhadas na China durante uma semana são muito maiores do que aquelas que teremos no Brasil com o modelo que está sendo discutido. O nosso papel é nos adaptar às regras, mas temos que tentar explicar impactos porque temos que garantir que a empresa seja competitiva”, finalizou.

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