Cuidado ao usar o ar quente no carro durante o inverno; veja dicas
Cuidados com o ajuste de temperatura e manutenção são fundamentais para evitar riscos à saúde

Com a chegada de uma nova onda de frio ao Sul e Sudeste do Brasil, motoristas voltam a recorrer ao ar quente para enfrentar temperaturas mais baixas. No Rio Grande do Sul, cidades da Serra registraram mínimas próximas dos 3°C nesta semana, enquanto a capital paulista amanheceu com termômetros em torno dos 12°C.
O conforto térmico, porém, exige alguns cuidados para evitar problemas de saúde, embaçamento dos vidros e até falhas no sistema de climatização do veículo.

Embora seja um recurso simples de usar, especialistas recomendam atenção à temperatura escolhida, ao momento de desligar o equipamento e à manutenção periódica dos filtros da cabine.
Temperatura muito alta pode causar sonolência
Um dos erros mais comuns é transformar o interior do carro em um ambiente excessivamente aquecido. O ideal é manter a temperatura entre 21°C e 23°C, suficiente para garantir conforto sem provocar fadiga.

Ambientes muito quentes reduzem a atenção do motorista, aumentam a sensação de cansaço e podem causar sonolência, especialmente em viagens longas. O problema se torna ainda mais evidente quando há pouca renovação do ar dentro da cabine.
Por isso, vale alternar periodicamente entre a circulação interna e a entrada de ar externo, renovando o oxigênio disponível no habitáculo.

Nos veículos equipados com aquecimento convencional, o sistema utiliza o calor gerado pelo próprio motor para aquecer a cabine. Dessa forma, ligar o ar quente imediatamente após a partida não traz benefício e pode até aumentar o tempo necessário para o conjunto atingir a temperatura ideal de funcionamento.
Nos modelos elétricos e híbridos, que utilizam resistências elétricas ou bombas de calor, esse processo é mais rápido, mas o princípio de evitar temperaturas excessivas continua válido.
Desligue o aquecimento alguns minutos antes de chegar ao destino
Outro cuidado importante é desligar o ar quente de três a cinco minutos antes do fim da viagem. A prática ajuda a equilibrar a temperatura corporal do motorista e dos passageiros, reduzindo o choque térmico ao sair do veículo e entrar novamente no ambiente externo.

Além disso, a medida contribui para diminuir a umidade acumulada no sistema de ventilação, evitando odores desagradáveis e reduzindo a proliferação de fungos e bactérias nos dutos do ar-condicionado.
Filtro de cabine sujo compromete a qualidade do ar
No inverno, os ocupantes passam mais tempo com os vidros fechados e o sistema de ventilação ligado. Por isso, o filtro de cabine ganha importância ainda maior.

Quando está saturado por poeira, folhas e umidade, o componente reduz a eficiência do fluxo de ar e pode espalhar fungos, ácaros e bactérias pelo interior do veículo, agravando alergias e problemas respiratórios.
A recomendação geral das montadoras é substituir o filtro a cada 10 mil ou 15 mil quilômetros, ou uma vez por ano. Em regiões com muita poeira ou uso intenso em centros urbanos, o intervalo pode ser ainda menor.
O ar-condicionado também deve funcionar no inverno
Muitos motoristas acreditam que o ar-condicionado deve permanecer desligado durante toda a estação fria, mas a orientação é justamente o contrário.

Acionar o compressor regularmente ajuda a manter lubrificadas as mangueiras, vedações e componentes internos do sistema, reduzindo o risco de vazamentos e falhas futuras.
Nos carros com climatização automática, inclusive, o ar-condicionado trabalha junto com o aquecimento para controlar a umidade e evitar o embaçamento dos vidros.
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