GM deve fazer Tracker e Montana híbridos investindo R$ 3,5 bilhões em São Paulo
Modelos de maior valor agregado devem estrear tecnologia híbrida leve em 2027

A General Motors anunciou um aporte adicional de R$ 3,5 bilhões para suas operações no Brasil, elevando para R$ 10,5 bilhões o volume total de investimentos programados até 2028. O novo montante será destinado às unidades paulistas e reforça a estratégia da fabricante de lançar veículos híbridos produzidos localmente nos próximos anos.

A própria GM afirma tecnologia híbrida no seu comunicado de imprensa e cruzando essa informação de um investimento destinado a plantas de São Paulo as suspeitas recaem sobre a linha Tracker e Montana que são feitos em São Caetano do Sul.

O investimento complementa o plano de R$ 7 bilhões anunciado em 2024, considerado o maior ciclo de aportes da companhia no país em quase uma década. Na ocasião, a GM já havia reservado R$ 5,5 bilhões para as operações de São Paulo, incluindo a modernização das fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, além da ampliação do centro de engenharia da empresa.

Com o reforço anunciado agora, a fabricante confirma que os modelos híbridos terão papel central na renovação do portfólio da Chevrolet no mercado brasileiro.

Nos últimos dias, o R7 Autos Carros já havia antecipado que a estratégia da marca passaria por uma segunda fase de eletrificação, combinando veículos elétricos importados, como Chevrolet Spark EUV e Chevrolet Captiva EV, com uma futura família de híbridos plugin também de origem de chinesa e agora os modelos nacionais híbridos leves.
Tracker e Montana 1.2 híbridos
Embora a empresa ainda não confirme oficialmente quais modelos inaugurarão essa nova fase, os indícios apontam para a renovação de produtos estratégicos como Chevrolet Tracker e Chevrolet Montana, além de possíveis derivações eletrificadas para ampliar a competitividade da marca diante do avanço de fabricantes chinesas e do crescimento dos híbridos no mercado nacional.

A tecnologia já existe mas se faz necessário um novo aporte para a produção dos modelos eletrificados. No caso do Tracker e Montana as apostas recaem sobre o motor 1.2 de 133cv que deve receber o sistema eletrificado de 48V. Esse sistema a exemplo de outros usados pela indústria como Stellantis no 12 e 48V da linha Jeep e Fiat além da linha Peugeot também ser aplicado no SUv e na picape. Nesse caso um motor de partida elétrico faz o papel de alternador e alivia a potência do motor resultando em economia em torno de 10 a 12% na cidade.
Dados recentes mostram que os híbridos seguem liderando a preferência entre os veículos eletrificados vendidos no país, superando tanto os elétricos puros quanto os híbridos plug-in. O cronograma de desenvolvimento já existe e pode estrear nos dois veículos em 2027.
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