Vendas de veículos ficam estáveis mas Anfavea reduz projeção para 2019
Produção e vendas já superaram os dois milhões de veículos mas crise na Argentina afeta duramente indústria nacional
Autos Carros|Marcos Camargo Jr

Dados da Anfavea, associação nacional dos fabricantes de veículos, mostram que as vendas de veículos novos em todo o país cresceram 10,1% em setembro quando comparada com o mesmo período de 2018. Foram 234,8 mil unidades vendidas no mercado interno no último mês. Nos nove primeiros meses deste ano 2,03 milhões de veículos foram vendidos e 337,5 mil foram exportados.

No entanto, a entidade reduziu sensivelmente a projeção de crescimento. A expectiva era de fechar o ano com 2,86 milhões de unidades produzidas mas agora a Anfavea espera chegar a 2,8 milhões o que ainda significa um avanço de 9% em relação ao ano passado. A Anfavea, responsável pela divulgação dos dados do setor, não vê com preocupação o momento. “Setembro teve ajuste de produção com o lançamento de modelos novos, o que motivou a queda pontual mas a crise na Argentina reduziu nossa expectativa de crescimento”, explicou Luiz Carlos Moraes , presidente da entidade.

Na reunião realizada mensalmente em São Paulo, Moraes também mencionou lançamentos recentes como a nova geração do Corolla e outros carros de grande volume como o Chevrolet Onix e Hyundai HB20. O executivo se mostrou otimista com a possibilidade das vendas superarem a projeção dos fabricantes.
Mercado externo
As exportações tem prejudicado o desempenho da industria especialmente por conta do agravamento da crise na Argentina ainda que compensada, em parte, por novos mercados como o México, Colômbia e Peru. Pouco mais de 170 mil veículos deixaram de ser vendidos na Argentina este ano, segundo a Anfavea. No total a queda da exportação chegou a 35,6% este ano. Luiz Carlos Moraes destacou que enquanto a Argentina tem vivido uma piora econômica outros países como a Colômbia tem comprado mais veículos do Brasil.

O executivo também destacou que a redução da taxa Selic, a injeção de R$ 40 bilhões do FGTS e a maior disposição dos bancos de financiarem automóveis terão maiores reflexos em 2020.















