Depois de atrasos no EX90, Volvo se diz receosa com baterias de estado sólido
Marca sueca agora diz que há muitas melhorias a serem feitas em novas tecnologias de baterias
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

A Volvo vem tentando acelerar o ritmo da massificação dos carros elétricos. Recentemente a empresa apresentou no Brasil o EX30 , um SUV compacto elétrico que virá importado da China, mas em seu universo há muitas dúvidas sobre a introdução de novos produtos e as tecnologias que serão adotadas por eles. Depois de adiar por cerca de um ano o início da produção do EX90 já apresentado, a empresa agora contesta o uso de baterias de estado sólido que encarecem ainda mais o custo final dos modelos elétricos.

O CEO mundial da Volvo Jim Rowan disse em uma entrevista à CNBC que as baterias de estado sólido ainda precisam de “muitas melhorias”.
“Minha opinião pessoal sobre baterias de estado sólido é que ainda levará anos para que esteja disponível mas é claro que estamos envolvidos na pesquisa e desenvolvimento dessa tecnologia”, disse Rowan.

Entre as vantagens das baterias de estado sólido estão o carregamento rápido, a autonomia mais longa mas há preocupações sobre o seu custo e produção em massa. E se as baterias de estado sólido não forem tão acessíveis há risco da Volvo não conseguir bater suas metas de vendas em vários mercados. Preocupações desse tipo rondam outras marcas premium como a Mercedes Benz que já anunciou passos atrás na eletrificação.

Enquanto isso as vendas de elétricos sobem em volume enquanto o resultado fez os lucros da empresa reduzirem 12% no último trimestre mesmo com aumento de 10% no período. Nos nove primeiros meses desse ano a Volvo vendeu 92.165 veículos, 27% de crescimento em volume sobre o mesmo período de 2023.
A meta da Volvo é chegar a 2030 100% elétrica. No entanto, como temos observado, a realidade do carro elétrico da Europa passa por alguns percalços. A falta de energia elétrica sobretudo limpa e renovável no Velho Continente, o encarecimento dos insumos, a entrada massiva de carros chineses (como os da Volvo em alguns segmentos) que deve encontrar barreiras tarifárias são obstáculos para esse crescimento desejado.















