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Volvo terá 30 novidades e carros com até 30% de componentes Geely até 2030

Marca sueca prepara 13 modelos inéditos, amplia uso de plataformas e peças compartilhadas

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Volvo XC40 2027 Volvo/Divulgação

A Volvo anunciou um novo plano estratégico para recuperar rentabilidade e ampliar sua participação no mercado mundial até o final da década. A fabricante prepara cerca de 30 novidades e atualizações de produto até 2030, incluindo 13 modelos totalmente novos, além de uma integração muito maior com a Geely, grupo chinês que controla a empresa sueca desde 2010.


Volvo XC40 2027 Volvo/Divulgação

O atual CEO Håkan Samuelsson, que retornou ao comando da Volvo, confirmou que o índice de componentes compartilhados com a Geely deverá subir dos atuais 10% para aproximadamente 30% até 2030. A aproximação inclui plataformas, componentes eletrônicos, baterias, motores elétricos e peças adquiridas em conjunto.

Volvo XC60 Volvo/Divulgação

A empresa continuará se apresentando como uma fabricante premium de origem sueca, com identidade própria em desenho, segurança e acerto dinâmico, mas dependerá cada vez mais da escala industrial e tecnológica da Geely para reduzir custos e acelerar o desenvolvimento de novos produtos.


Treze modelos novos até 2030Dos 13 veículos inéditos previstos, sete serão destinados aos mercados ocidentais e seis terão a China como foco principal. A ofensiva combinará modelos completamente elétricos e híbridos, afastando definitivamente a Volvo da antiga promessa de vender somente carros elétricos a partir de 2030.

Volvo XC60 Volvo/Divulgação

Os veículos destinados à Europa e aos Estados Unidos serão concentrados em duas plataformas principais da própria Volvo. Na China, os novos automóveis serão desenvolvidos em conjunto com a Geely, permitindo que a marca sueca responda mais rapidamente às características e à intensa concorrência do maior mercado automotivo do mundo.


interior volvo xc40 2027 Auto Mais

A distribuição dos produtos também será regionalizada. A Volvo pretende desenvolver carros maiores para os Estados Unidos, modelos pequenos e médios para a Europa e veículos de porte intermediário especialmente pensados para o mercado chinês.

Volvo XC40 2027 Volvo/Divulgação

Além dos 13 carros totalmente novos, as cerca de 30 novidades previstas para o período incluirão reestilizações, novas motorizações e atualizações tecnológicas. Exemplos recentes desse movimento são o elétrico EX60 e as novas configurações híbridas plug-in de XC60 e XC90, agora equipadas com baterias maiores.


Compartilhamento deve chegar a 30%Atualmente, aproximadamente 10% das peças utilizadas pela Volvo são compartilhadas com empresas ligadas à Geely. A meta é triplicar esse percentual até o final da década.Segundo a fabricante, o maior volume de compras conjuntas e a utilização de componentes comuns devem reduzir em cerca de 5% os custos de materiais. A economia será importante para que a Volvo tente elevar sua margem operacional de 3,5%, registrada em 2025, para mais de 8%.

Uma linha para o Ocidente e outra para a ChinaUm dos pontos mais interessantes do novo planejamento é a separação mais clara entre os produtos chineses e ocidentais. A decisão não é apenas comercial, mas também política.

Volvo XC40 2027 Volvo/Divulgação

A Volvo precisa aproveitar a tecnologia e a escala da Geely sem ampliar sua exposição às barreiras impostas pelos Estados Unidos contra veículos e componentes chineses. A situação ficou especialmente sensível depois das restrições enfrentadas pela Polestar, outra empresa controlada pelo mesmo grupo.

Volvo XC40 2027 Volvo/Divulgação

A integração não ficará restrita aos automóveis. A Volvo também começa a colocar sua rede comercial e sua estrutura industrial europeia à disposição de outras marcas ligadas à Geely conforme já divulgado. O acordo mais concreto até agora envolve a Lynk & Co. A Volvo assinou um memorando para se tornar importadora e distribuidora exclusiva dos veículos da marca na Europa, utilizando concessionárias, sistemas de vendas e serviços de pós-venda já existentes.

Inicialmente, os modelos Lynk & Co 01, 02 e 08 deverão ser comercializados por meio dessa estrutura. O 02 é elétrico, enquanto 01 e 08 utilizam sistemas híbridos. A operação permitirá que a Lynk & Co cresça sem precisar criar imediatamente uma rede própria em cada país europeu.

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